Diário da Região

24/03/2016 - 00h00min

STF SOB PRESSÃO

Governo oferece segurança ao ministro Teori Zavascki

STF SOB PRESSÃO

Após protestos contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Teori Zavascki, o Ministério da Justiça ofereceu ontem reforço na segurança institucional e pessoal de todos os ministros da Corte. A pasta também determinou que a Polícia Federal investigue possíveis “instigações e ameaças aos magistrados”. Na noite de terça, um grupo fez protesto em frente ao prédio onde Teori tem apartamento, em Porto Alegre. A manifestação ocorreu após o ministro determinar que o juiz Sérgio Moro devolvesse à Corte os processos que envolvem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. 

Na fachada do prédio, foram penduradas faixas com os dizeres “Teori traidor”, “Pelego do PT” e “Deixa o Moro trabalhar”. Uma enxurrada de críticas e ofensas ao ministro também tomaram conta das redes sociais. Sob o mote #OcupaSTF, o cantor Lobão, defensor do impeachment da presidente Dilma Rousseff, chegou a divulgar no Twitter o endereço do filho de Teori, que mora na capital gaúcha.

Além da decisão tomada na terça, Teori também tem estado nos holofotes por ser o ministro responsável pelo andamento dos processos da Operação Lava Jato na Corte. O Supremo tem desempenhado um papel central neste momento de crise política pelo qual passa o País. Caberá aos ministros da Corte, por exemplo, decidir se Lula pode ou não assumir a Casa Civil. Na sexta-feira, o ministro Gilmar Mendes anulou, em decisão monocrática, a nomeação do ex-presidente, mas o caso ainda terá que ser debatido em plenário.

Outro cargo para Lula

O ex-presidente Lula poderá assumir o cargo de assessor especial da Presidência da República caso o STF mantenha suspensa sua nomeação como ministro-chefe da Casa Civil, afirmou ontem, Jaques Wagner, chefe do Gabinete Pessoal da presidente Dilma. O ministro voltou a falar em golpe, afirmando que a saída pelo impeachment significará o enfraquecimento da democracia e poderá aprofundar a crise por falta de legitimidade do novo governo. As declarações foram dadas por Wagner em entrevista para a qual só foram convidados correspondentes estrangeiros, no Palácio do Itamaraty, no Rio de Janeiro, como parte da estratégia de difundir no Exterior a versão governamental para a crise institucional vigente no País. Os jornalistas brasileiros foram impedidos de passar da recepção.

PMDB

Sobre os rumores de que o PMDB articula o desembarque do governo no próximo dia 29, Wagner disse acreditar que o objetivo é criar um fato político em meio à crise. Segundo ele, os ministros do PMDB no governo garantem que vão continuar atuando contra o impeachment mesmo que haja ruptura do partido. “Quando eu digo que não há desembarque é porque hoje consideraria que o PMDB está rachado”, disse.

 

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha?
Não lembro a minha senha!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso