Diário da Região

27/11/2015 - 00h00min

Crise política

‘Prisão foi tiro no peito do PT’, diz Aloysio

Crise política

Marcos Oliveira/Agência Senado Senador Aloysio Nunes estava em comitiva de senadores
Senador Aloysio Nunes estava em comitiva de senadores

Um dia após votar a favor da manutenção da prisão de Delcídio do Amaral (PT), o senador Aloysio Nunes (PT) disse ontem, em entrevista exclusiva ao Diário, ser questão de tempo para que o presidente da Câmara Federal, Eduardo Cunha (PMDB), deixe o cargo. E, na opinião do tucano, a partir da queda de Cunha, o movimento político pode levar ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). “Vai ganhar força o impeachment, especialmente, após o Eduardo Cunha sair da presidência da Câmara. Ele vai sair. É questão de tempo”, afirmou Aloysio.

Para o senador rio-pretense, a bancada do PT no Senado “está no chão”. Aloysio afirma que a prisão de Delcídio foi um “tiro no peito do PT”. “A circunstância da prisão, a gravação e a nota do PT (impactaram sobre a bancada)”, afirmou o tucano. “O governo está igual peru na roda na época de Natal”. Em nota, a direção nacional do PT deixou de fazer a defesa do partidário. “Esse é o PT”, alfineta Aloysio.

Efeito colateral

O senador do PSDB aponta que a prisão de Delcídio é mais um “fator de desorganização da base do governo”. E, na opinião de Aloysio, novas informações da delação premiada do ex-diretor da Petrobras Nestor Cerveró “vai elevar o patamar das investigações da Lava Jato para mais próximo do Palácio do Planalto.” “Acrescenta confusão política no campo do governo”, disse.

A partir da próxima semana, o governo terá de mostrar poder de recuperação para aprovar alteração da meta fiscal. “O governo estourou o limite de despesas que podia fazer. Se não alterar a meta até o final do ano, é mais um crime fiscal da presidente”, afirmou Aloysio.

O tucano disse, porém, que o problema na aprovação de projetos de interesse de Dilma será convencer integrantes da própria base governista no Congresso Nacional. Ele menciona, por exemplo, que a oposição no Senado está representada por 14 dos 81 senados. “E na Câmara, a oposição não chega a 100 dos 513 deputados”.

Aloysio aposta que a crise econômica vai se agravar em 2016. “A crise em 2016 será barra pesada”, disse o tucano. “O Lula se manteve no poder apesar do mensalão em razão da prosperidade da economia. A Dilma corre o risco de cair por conta da crise econômica e social”, afirmou.

 

 

 

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