Diário da Região

06/05/2016 - 00h00min

ASSEMBLEIA EM TRANSE

Rillo diz que denúncia é forma de intimidação

ASSEMBLEIA EM TRANSE

Hamilton Pavam João Paulo é um dos parlamentares que pediram a investigação
João Paulo é um dos parlamentares que pediram a investigação

O deputado estadual João Paulo Rillo (PT), de Rio Preto, afirmou ontem que o pedido de abertura de processo contra ele no Conselho de Ética, no qual três parlamentares pedem até a cassação de seu mandato, é uma tentativa de “intimidação”. Rillo foi denunciado no conselho pelos deputados Coronel Telhada (PSDB), Coronel Camilo (PSD) e Delegado Olim (PP), por agressão a um policial militar durante a ocupação da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) na terça-feira e por ter comandado a invasão de estudantes no plenário da Casa.

Os estudantes pedem abertura da CPI da Merenda para apurar esquema de superfaturamento e fraude em licitações que envolvem agentes do governo estadual e parlamentares. O caso já é investigado pela polícia e pelo Ministério Público. Rillo disse ontem que o Conselho de Ética da Alesp sequer tem presidente nomeado. Apenas os integrantes foram definidos, e que desde 2015 não foi realizada nenhuma reunião. “Essa representação é uma tentativa de intimidação. Estou tranquilo em relação a isso e espero que o Conselho de Ética seja formado.

Tem uma representação contra o presidente da Assembleia (Fernando Capez, do PSDB) e nada foi feito até agora”, afirmou ontem o deputado ao Diário. Rillo também gravou vídeo para as redes sociais em que comenta a representação contra ele e a ocupação da Alesp. “Recebi a notícia que o dois coronéis aqui da Assembleia que são deputados, o coronel Camilo e o coronel Telhada, representaram nosso mandato no Conselho de Ética. Eles têm de entender que o período da ditadura já passou. Eles precisam tirar a farda e entender que são deputados. Não se cassa voto popular”, afirmou.

Uma representação ao Conselho de Ética contra Fernando Capez foi protocolada em janeiro deste ano pelo deputado Raul Marcelo (PSOL). “Tem uma fila no Conselho de Ética. Primeiro tem de ser investigado deputados que estão envolvidos na máfia da merenda ”, disse Rillo para se defender. Telhada também postou vídeo nas redes sociais ontem para comentar o bate-boca que ele teve com uma manifestante. Ele chegou a ameaçar prender a estudante. Telhada voltou a citar Rillo. “Não é qualquer comedor de pão com mortadela, por causa de R$ 30 que está ganhando, que vai me chamar de ladrão. 

Dei voz de prisão. Vierem vários deputados do PT, entre os quais o deputado (Rillo) que agrediu o policial anteriormente. Veio querer me empurrar, pôr a mão em mim. Não admito que ninguém ponha a mão em mim, principalmente esse deputado”, afirmou o coronel. Rillo critica a falta de assinaturas para abrir a CPI da Merenda na Alesp. “É uma base subserviente, omissa que não cumpre com seu dever principal que é fiscalizar”, afirmou. Ele ainda tentou justificar o forte empurrão que deu no PM na terça. “Estavam arrastando um estudantes. Fiquei indignado. E fui empurrado antes”, afirmou.

 

Estudantes dentro da Assembléia - 06052016 Estudantes comem em mesa improvisada dentro da Assembleia

Representação

O diretor da Câmara de Rio Preto, Azor Lopes, ex-comandante da PM da cidade, protocolou ontem pedido de investigação criminal na Procuradoria Geral de Justiça contra João Paulo Rillo. Azor pediu que a investigação seja feita em “sigilo”. O deputado disse que o pedido é outra tentativa de jogá-lo contra a categoria policial. “Minha resposta para isso é que fiz três emendas ao projeto de jornada especial de trabalho para a PM para valorizar a carreira dos militares. As emendas foram vetadas pelo deputado Telhada. O Azor pode pesquisar esse projeto”, afirmou o petista.

TJ determina desocupação

O Tribunal de Justiça determinou ontem que o grupo de estudantes que invadiu a Assembleia Legislativa desocupe o plenário em 24 horas. Eles foram notificados às 16h45, quando um oficial de Justiça leu a decisão para os manifestantes que estavam no plenário. O prazo vence no final da tarde de hoje. Se o grupo permanecer, cada manifestante poderá ser multado em R$ 30 mil. Até ontem, em torno de 50 pessoas ainda ocupavam a Alesp. 

Eles recebem apoio de deputados de oposição, visita de artistas e tentam convencer parlamentares a assinar a CPI da Merenda. Caso os manifestantes não deixem o local, a Justiça irá determinar audiência para a reintegração de posse, que só poderá ocorrer em dia útil, no período diurno. A ação da Assembleia é contra Camila Lanes, presidente da UBES (União Brasileira dos Estudantes Secundaristas). Nos documentos anexados ao processo, consta boletim de ocorrência que acusa João Paulo Rillo (PT) de comandar a invasão e de agressão. Ele empurrou um policial militar.

Enquanto isso, manifestantes tentam conseguir assinaturas para formar a CPI. Até ontem, 25 deputados haviam assinado. São necessárias 32 assinaturas. “Não consigo entender qual é o problema em assinar CPI. Se não querem ser investigados, se têm rabo preso, se é ordem de partido. Nossa intenção é só desocupar se a CPI for aberta”, afirmou Nayana Souza, ex-estudante da Fatec de Rio Preto que faz parte de grupo formado para falar com deputados.

 

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