Diário da Região

12/05/2015 - 16h24min

São Paulo e Curitiba

'Os humilhados um dia serão exaltados', diz Argôlo à CPI da Petrobras

São Paulo e Curitiba

O ex-deputado federal Luiz Argôlo (SD/BA), preso na Operação Lava Jato, apesar de dizer que ficaria calado no começo de seu depoimento à CPI da Petrobras, na tarde desta terça-feira, 12, em Curitiba, acabou explicando aos parlamentares que sua relação com o doleiro Alberto Youssef - peça central da Operação Lava Jato - foi privada e não política. "Existia algo privado. Conheci o doleiro como um empresário que tinha investimento no Estado da Bahia", afirmou Argôlo, indiciado esta semana pela Polícia Federal acusado de receber propina do esquema operado pelo doleiro na Petrobras. Argôlo respondeu apenas perguntas pontuais aos deputados, que estão desde ontem em Curitiba para ouvir 13 alvos da Lava Jato presos. Ele afirmou que está colaborando com a Justiça. "Dos três ex-parlamentares fui o primeiro e único a prestar depoimentos." O ex-deputado afirmou que após ser denunciado formalmente à Justiça terá a oportunidade de se defender. "Eu apanhei e fui denunciado e criticado em ano eleitoral. Se tudo isso fosse antes da eleição mudaria muito o resultado das eleições." Além de ser supostamente sócio em uma empresa que mantinha contratos investigados, a Malga Engenharia, Argôlo fez negócios com o doleiro na compra de um helicóptero. Numa das poucas perguntas que respondeu, ele explicou à CPI que a aeronave não pode ter sido usada na campanha de deputado, em 2014, porque ela foi apreendida pela Polícia Federal. "Não tenho nada a ver com Operação Lava Jato, com Petrobras. Não tive indicação de nenhum cargo na Bahia ou no Brasil", disse Argôlo, que segurou um terço em uma das mãos durante o depoimento. "Agradeço a Deus que tem me dado força." O ex-parlamentar ainda citou a Bíblia ao dizer que tem sido atacado duramente: "Os humilhados um dia serão exaltados". Questionado pelo deputado federal Ivan Valente (PSOL-SP) se ele poderia informar, apesar do silêncio diante das perguntas do caso, onde ele conheceu Youssef, Argôlo afirmou que foi na casa do ex-ministro de Cidades Mário Negromonte e do ex-governador da Bahia João Leão - ambos do PP.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

Não lembro a minha senha!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso