Diário da Região

08/01/2016 - 00h00min

Lava Jato

Delação cita irmão de Rodrigo Garcia

Lava Jato

Ferdinando Ramos/ Arquivo Marco Aurélio Garcia é um dos sócios da empresa LZG Consultoria
Marco Aurélio Garcia é um dos sócios da empresa LZG Consultoria

Empresa do irmão do secretário estadual de Habitação, Rodrigo Garcia (DEM) - deputado federal licenciado - recebeu R$ 1,2 milhão das empresas do delator da operação Lava Jato Augusto Ribeiro Mendonça Neto, que já participou de licitações sob suspeita de cartel do Metrô de São Paulo. O pagamento suspeito foi realizado em 2013 à empresa LZG Consulting que tem como sócio Marco Aurélio Garcia, conhecido em Rio Preto como Lelo.

Lelo já é réu em ação proposta pelo Ministério Público por suposto envolvimento com a Máfia do Imposto Sobre Serviços (ISS), que desbaratou esquema de desvio na Prefeitura de São Paulo desde 2006. O caso foi revelado pelos jornalistas Fábio Diamante e Fábio Serapião, do Jornal do SBT. O pagamento à empresa do irmão de Rodrigo foi descoberto após os investigadores terem acesso ao relatório de movimentação financeira das empresas de Mendonça Neto.

A empresa de Lelo, que mudou o nome para LGC Consulting em dezembro, recebeu R$ 1,2 milhão da empresa Setec, que foi usada pelo delator para fazer pagamentos de fachada para as empresas do doleiro Alberto Youssef e outras empresas com o objetivo de quitar propina no esquema de corrupção na Petrobras. Mendonça confirmou ao Ministério Público Federal (MPF) todas as irregularidades em acordo de delação premiada. A Setec é uma das empresas investigadas dentro da Lava Jato.

O advogado de Lelo, Rogério Cury, afirmou ontem ao Diário que a empresa do cliente prestou serviços e, por isso, foi paga. “Não se trata de pagamento de propina, os serviços foram efetivamente prestados e foram declarados no Imposto de Renda”, afirmou Cury. “A empresa (de Lelo) nunca se envolveu em atos ilícitos”. A empresa de Lelo teria recebido R$ 1,2 milhão referente à prestação de serviço de consultoria tributária e financeira para a Setec.

O advogado afirmou ainda que o contrato entre as partes não consta na delação de Mendonça Neto e não faz parte da investigação em andamento da operação Lava Jato. Por meio de sua assessoria, o secretário estadual de Habitação disse que não tem relação comercial com o irmão. “Marco Aurélio é meu irmão. Não tenho com ele qualquer relação comercial, assim como não tenho qualquer conhecimento sobre seus negócios.

Portanto, é indevida qualquer tentativa de usar a relação de parentesco para associar meu nome às suas atividades profissionais”, afirmou Rodrigo na nota. “Esclareço ainda que não tenho relação com os citados pelo repórter e, se alguma suspeita foi levantada em relação às atividades exercidas por Marco Aurélio, defendo que seja rigorosamente apurada”, afirmou.

Rodrigo desistiu de disputar a eleição como candidato a prefeito na sucessão de Valdomiro Lopes (PSB), em Rio Preto. Principal fiador de Valdomiro, principalmente na campanha de 2008, Rodrigo manteve o seu domicílio eleitoral em São Paulo, visando a disputa eleitoral de outubro.

 

 

 

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