Diário da Região

21/07/2015 - 00h00min

TRÂNSITO

Sindicância apura venda de placas novas

TRÂNSITO

Johnny Torres Placas em bom estado compradas pela reportagem do Diário em ferro-velho de Rio Preto
Placas em bom estado compradas pela reportagem do Diário em ferro-velho de Rio Preto

A Prefeitura de Rio Preto abriu sindicância ontem para investigar a comercialização de placas de trânsito novas, vendidas como sucata para a ferro-velho da cidade. A situação foi revelada na edição de domingo do Diário. Placas em bom estado foi vendida por R$ 10 no Distrito Industrial. Nas placas, havia a inscrição “SMTTS”, referência à Secretaria Municipal de Trânsito, Transportes e Segurança, pasta comandada por Aparecido Capello.

A sindicância foi aberta pelo secretário de Administração, Luís Roberto Thiesi, que conversou com Capello ontem. A lei permite venda, sem licitação, de bens inservíveis. Capello afirmou na semana passada que as placas estavam na secretaria e admitiu que foram vendidas sem concorrência.

Ele não foi localizado ontem por celular para falar do assunto. “Chamou atenção que havia placa que não estava deteriorada. Foi aberta sindicância para apurar eventual dano ao erário e eventual responsabilidade de algum servidor”, afirmou Thiesi.

 

Luis Roberto Thiesi Secretário de Administração de Rio Preto, Luís Roberto Thiesi

A comissão terá prazo de 30 dias para apurar o caso. O prazo pode ser prorrogado. O Ministério Público também analisa a situação. “É necessário verificar se houve dano ao erário”, afirmou o promotor Sérgio Clementino. No ferro-velho onde as placas de trânsito foram vendidas, havia cerca de 200 placas na última quinta-feira pela manhã. Em maio deste ano, a Prefeitura gastou cerca de R$ 200 mil na compra de placas de trânsito novas.

Enquanto isso, outras que poderiam ser aproveitadas estavam no ferro-velho, como sucata. O secretário de Trânsito chegou a dizer, na última semana, que “não havia lugar” para colocar os equipamentos públicos de sinalização. Nos últimos cinco anos, a Prefeitura gastou R$ 1,1 milhão com placas de sinalização.

Segundo a Prefeitura, a venda de placas ocorreu com mudança recente da sede da Secretaria de Trânsito. As placas consideradas sucatas foram vendidas por cerca de R$ 2 mil, segundo o secretário Capello. No Ministério Público, a apuração ficará a cargo do promotor Carlos Romani. Ele afirmou que deve decidir hoje se abre inquérito sobre a venda das placas novas como sucata.

A assessoria do prefeito Valdomiro Lopes (PSB) afirmou que “está tranquila” em relação a possível apuração do MP. “Se for aberto inquérito, a Prefeitura vai responder, como sempre faz”, disse o secretário de Comunicação, Deodoro Moreira. O dono do ferro-velho, que se identificou como Edvandro, chegou a dizer que “não havia placas” no local.

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