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23/01/2016 - 08h00min

São Paulo

Novo secretário da Educação promete mais diálogo

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Alex Silva/Estadão O desembargador vai comandar a maior rede pública do Brasil: 3,8 milhões de alunos, 230 mil professores e mais de 5 mil escolas (Foto: Alex Silva/Estadão)
O desembargador vai comandar a maior rede pública do Brasil: 3,8 milhões de alunos, 230 mil professores e mais de 5 mil escolas (Foto: Alex Silva/Estadão)

Depois de uma indefinição por 48 dias, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) anunciou nesta sexta-feira, 22, o ex-presidente do Tribunal de Justiça José Renato Nalini, de 70 anos, como novo secretário estadual da Educação. Nalini chega à pasta com a missão de apaziguar o clima da rede após o movimento de ocupação de escolas contrário ao projeto de reorganização, que acabou suspenso. O desembargador prometeu "transparência" e "diálogo". Ele afirmou também que a ação "poderia ter sido mais discutida". 

Desde o ano passado, Nalini era apontado como favorito entre os nomes que surgiram após a saída de Herman Voorwald, em 4 dezembro. O cargo passou a ser bastante disputado por tucanos e partidos aliados, por representar uma possibilidade de vitrine política.

Nalini teve como principais defensores na interlocução com Alckmin o secretário estadual da Segurança Pública, Alexandre de Moraes, e o secretário municipal de Educação, Gabriel Chalita. Mesmo compondo a gestão petista de Fernando Haddad, Chalita já integrou a equipe de Alckmin, com quem ainda mantém bom trânsito.

O desembargador vai comandar a maior rede pública do Brasil. São 3,8 milhões de alunos, 230 mil professores e mais de 5 mil escolas. O governo não divulgou quando ele assume oficialmente.

Em entrevista ao Estado por e-mail, Nalini afirmou que o governador o convidou para o cargo, mas não fez recomendações específicas quanto ao modo de condução da pasta. O novo secretário diz que acompanhou como "cidadão" as ocupações e tomou conhecimento mais direto quando os fatos chegaram ao Judiciário.

"Há uma infinidade de aspectos nessas manifestações, como seu ineditismo; interesse de alunos e de pais, em relação a uma reorganização que poderia ter sido mais discutida. Mas também algumas sequelas constatadas, como vandalismo", diz. "Minha intenção é ouvir todos os interessados. Ser transparente com eles e pedir parceria para o enfrentamento de questões que afetam a todos. Diálogo é uma vocação que levo a sério."

Desafios

Quase 200 escolas estaduais foram ocupadas no ano passado por alunos que eram contrários à reorganização anunciada pela gestão. O projeto previa o fechamento de 93 escolas e a transformação de 754 em unidades de ciclos únicos. O governo defendia que o modelo resultaria em melhora na educação. A principal motivação dos estudantes, porém, foi a falta de participação nas decisões. O governo recuou do projeto, o que resultou na demissão de Voorwald.

Além de restabelecer o diálogo com as comunidades escolares, Nalini terá de superar desafios já existentes na rede, como a melhoria dos indicadores educacionais, a reformulação do currículo do ensino médio e a expansão do tempo integral. Ainda terá de lidar com a pressão pela valorização dos professores, que no ano passado ficaram sem reajuste. Tudo isso em um ambiente de crise econômica e orçamento menor.

Nalini diz que vai apostar no diálogo e na colaboração. "Vamos fazer com que a comunidade se motive e leve a sério o empenho para fazer com que o maior Estado-membro da Federação tenha a melhor educação do planeta", diz ele. O anúncio foi feito por Alckmin na manhã de sexta-feira, 22, em Santo Anastácio, na região de Presidente Prudente.

Alckmin definiu Nalini como sendo um "homem com espírito público, extremamente interessado nas questões da Educação. Um homem do diálogo". "Temos a absoluta confiança de que vamos dar um grande passo para melhorar a qualidade da escola pública de São Paulo", disse o governador.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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