Diário da Região

14/04/2016 - 00h00min

DEBANDADA GERAL

PSD e PTB anunciam apoio a impeachment

DEBANDADA GERAL

Roberto Stuckert Filho/ FotosPúblicas Dilma Rousseff (no centro da mesa) durante entrevista coletiva ontem no Palácio do Planalto
Dilma Rousseff (no centro da mesa) durante entrevista coletiva ontem no Palácio do Planalto

Após o PP anunciar na terça-feira o apoio ao impeachment da presidente Dilma Rousseff, PTB e PSD deram sequência ontem à debandada do governo e aderiram oficialmente ao pedido contra a petista. Embora ambos tenham dissidentes, ambos devem somar pelo menos 45 votos pelo afastamento de Dilma: 30 do PSD e 15 do PTB, segundo estimativas de lideranças das próprias siglas. O partido criado pelo ministro das Cidades, Gilberto Kassab, tem 38 deputados. Apesar da ampla maioria favorável ao impeachment, o ex-prefeito de São Paulo informou, por meio de sua assessoria, que não deixará o cargo na Esplanada.

O governo acredita poder reverter a posição de parte dos deputados favoráveis ao afastamento e somar até 11 votos aliados no PSD. Um dos meios para isso, segundo um dos negociadores do Planalto no Congresso, é manter a oferta de passar ao partido de Kassab o Ministério do Turismo, abandonado pelo PMDB no mês passado. O PSD havia liberado os deputados para votar como quisessem, mas a maioria da bancada cobrou uma posição definida da legenda. “Mudamos de liberado para favorável, mas respeitando a posição dos deputados divergentes”, disse o líder do PSD na Câmara, Rogério Rosso (DF), ao informar que os dissidentes não serão punidos.

O PTB, que soma 19 deputados, anunciou a posição pró-impeachment ontem, mas vai torná-la oficial amanhã, na mesma reunião da Executiva do partido que reconduzirá o ex-deputado Roberto Jefferson, condenado no mensalão que teve a pena perdoada no dia 22, à presidência da legenda. A decisão da bancada petebista foi anunciada pelo líder interino do partido, Wilson Santiago Filho (PB). Ele substitui Jovair Arantes (GO), licenciado desde que assumiu a relatoria do pedido de impeachment na Comissão Especial da Câmara.

Placar

No dia seguinte ao anúncio de desembarque do PP, sete deputados da legenda passaram a se posicionar a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Seguindo essa tendência, outros 13 parlamentares também manifestaram voto pela saída da petista. A debandada de deputados fez o Placar do Impeachment do jornal “O Estado de S. Paulo” registrar 326 votos pelo afastamento de Dilma, de 342 necessários.

Na atualização de ontem, o grupo contrário ao afastamento da presidente manteve 125 votos, apesar das adesões dos deputados Vicente Arruda (PDT-CE), Zeca Cavalcanti (PTB-PE) e Bebeto (PSB-BA). Isso porque três parlamentares do PP deixaram de constar no levantamento como contrários ao impeachment: Iracema Portela (PI), Lázaro Botelho (TO) e Ricardo Barros (PR).

Maioria no Senado

O Placar do Impeachment no Senado permanece com 42 votos a favor da abertura de processo por crime de responsabilidade contra a presidente Dilma Rousseff e 17 votos contra a instauração do processo na Casa. Dos 81 senadores, há, ainda, 9 que se posicionaram como indecisos e 13 que não quiseram responder à reportagem.

 ‘Se perder, sou carta fora do baralho’

Em conversa com um grupo de jornalistas ontem no Palácio do Planalto, a presidente Dilma Rousseff disse estar confiante em uma vitória na Câmara contra o pedido de abertura de processo de impeachment. Caso isso aconteça, ela vai propor um amplo pacto nacional com todas as forças políticas, inclusive da oposição. Indagada se participaria de um pacto no caso de derrota, Dilma respondeu: “Se eu perder, sou carta fora do baralho”.

A presidente não deixou claro se a proposta de repactuação será apresentada após a votação do impeachment na Câmara ou no Senado “Digo qual é o meu primeiro ato pós-votação na Câmara. A proposta de um pacto, de uma nova repactuação entre todas as forças políticas, sem vencidos e sem vencedores. Seja pós-Câmara mas também pós-Senado, sobretudo. No pós-Senado é que isso será mais efetivo”, disse Dilma. De acordo com a presidente, a proposta de repactuação vai se estender a oposição. “A oposição existe”, declarou.

Às vésperas da votação na Câmara que vai selar seu destino político, Dilma recebeu os jornalistas para uma conversa em seu gabinete que se estendeu por mais de duas horas entre o final da manhã e o início da tarde, na qual falou sobre suas expectativas para os próximos dias. Aparentando tranquilidade e em vários momentos bom humor, Dilma se mostrou confiante no resultado da votação, a despeito das notícias negativas dos últimos dias.

Dilma disse que vai lutar até o fim pela manutenção do mandato em todas as instâncias possíveis e descartou fazer como o ex-presidente Fernando Collor, que renunciou depois de ser derrotado na Câmara, em 1992, e pouco antes de começar a ser julgado pelo Senado, no fim daquele ano. “O governo vai lutar até o último minuto do último tempo por uma coisa que acreditamos que seja factível, que é ganhar contra esta tentativa de golpe que estão tentando colocar contra nós através de um relatório que é uma fraude”, afirmou a presidente. Dilma comparou o momento a uma guerra psicológica na qual os dois lados tentam usar os números a seu favor para influenciar os indecisos. 

Rodrigo volta para Brasília

O deputado federal Rodrigo Garcia (DEM) reassumiu ontem o mandato em Brasília para votar o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). Ele, que se licenciou do cargo de secretário estadual de Habitação em São Paulo, já se posicionou a favor do afastamento da petista do cargo. Rodrigo participou do encontro da comissão executiva do DEM que, oficialmente, fechou questão a favor do impeachment de Dilma. Ele afirmou que o DEM “mostrou os erros do PT” e os “desvios de conduta moral que o PT impôs ao Brasil”.

Os outros três representantes da região de Rio Preto na Câmara Federal também já se manifestaram contra o governo. “Vamos conseguir os votos para a cassação”, afirmou Fausto Pinato (PP). Hoje, sete partidos nanicos - entre eles o PTN de Sinval Malheiros - anunciam apoio ao impeachment. “Voto a favor do impeachment da presidente Dilma e defendo a cassação de Eduardo Cunha, para que consigamos por um ponto final às crises políticas e econômica que tanto prejudicam o nosso país”, disse Malheiros. Edinho Araújo (PMDB) afirmou que considera “irreversível” a derrota da presidente no Congresso.

 

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

Não lembro a minha senha!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso