Diário da Região

15/05/2015 - 11h01min

Mercado da morte

Delegado promove devassa em funerárias

Mercado da morte

Sidnei Costa Laércio Ceneviva, é delegado do 1º Distrito Policial de Rio Preto
Laércio Ceneviva, é delegado do 1º Distrito Policial de Rio Preto

As funerárias de Rio Preto receberam pedido do delegado do 1º Distrito Policial, Láercio Ceneviva Filho, para entregar todos os registros da prestação de serviços realizados entre os anos de 2013 a 2015. Além dos documentos, o delegado quer analisar os valores cobrados e as respectivas notas fiscais emitidas pelas cinco empresas autorizadas para trabalhar no “mercado da morte” no município. 

De acordo com o delegado, o objetivo é descobrir se existe alguma irregularidades ou abusos  cometidos pelas empresas na prestação de serviços.“Saber o número de mortes atendidas por cada uma das funerárias e a legalidade dos procedimentos funerários realizados”, afirmou Ceneviva. 

O Diário já revelou que existe a suspeita do Ministério Público de que a liberação de corpos nos hospitais sofre uma demora com o objetivo de beneficiar as funerárias, que cobrariam até R$ 700 por procedimentos antes do início de velórios na cidade. 

A Polícia Civil e o Ministério Público apuram ainda a existência de uma máfia pela disputa de corpos em Rio Preto. De acordo com denúncia revelada pelo Diário, as funerárias disputaram entre si a remoção de corpos de hospitais e de vítimas de acidentes automobilísticos e  assassinatos. 

Para chegar primeiro e fazer a recolha dos corpos, existiria um esquema em que servidores públicos e policiais civis e militares entrariam em contato com determinada funerária para informar a morte. Pela informação privilegiada, a empresa paga até R$ 300. A funerária ganharia com a realização dos serviços funerários pagos pela família. 

Funcionários de hospitais, das empresas e os donos das funerárias já foram convocados pelo delegado para prestar esclarecimentos sobre o suposto esquema instalado há anos na cidade. O caso só veio à tona após apuração preliminar do promotor de Justiça José Heitor dos Santos, que determinou a abertura de inquérito policial para investigar crime de corrupção. 

 

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