Diário da Região

13/05/2015 - 14h37min

Transporte coletivo

Valdomiro autoriza reajuste e vai gastar mais com subsídio

Transporte coletivo

Sergio Isso Usuários do transporte coletivo urbano de Rio Preto transitam pelo terminal central da cidade
Usuários do transporte coletivo urbano de Rio Preto transitam pelo terminal central da cidade

Pela segunda vez neste ano, o prefeito de Rio Preto, Valdomiro Lopes (PSB), aumentou o valor pago às empresas de transporte coletivo por meio de subsídio. A chamada "tarifa técnica" subiu de R$ 2,84 para R$ 2,88. O aumento é retroativo e a 1º de abril e atende pedido do consórcio Riopretrans, formado pela Circular Santa Luzia e o Expresso Itamarati.

O reajuste é de 4 centavos para cada passagem subsidiada e vai ter impacto, em um ano, de R$ 1,3 milhão. Com esse montante, seria possível pagar 451 mil passagens de transporte coletivo. O cálculo leva em conta o total de passagens subsidiadas em março, de 2,7 milhões. Para os usuários de transporte coletivo, o valor permanecerá o mesmo, de R$ 2 para passagens pagas em dinheiro e também com o cartão. 

A Prefeitura vai bancar R$ 0,88 em cada passagem subsidiada. Com isso, Circular e Expresso Itamarati vão receber mais dinheiro dos cofres públicos sem que a tarifa suba para os passageiros. Neste ano, o valor investido no subsídio já chegou a R$ 6,2 milhões, o que representa gasto de R$ 40 mil por dia, apenas com as empresas de transporte coletivo. Quando a concessão de transporte coletivo teve início na gestão de Valdomiro, a tarifa técnica era de R$ 2,43, menos de 20%, do valor da passagem. 

Com o aumento autorizado nesta última quarta-feira, 13, pelo prefeito, o subsídio já representa mais de 30% do valor da tarifa. Em fevereiro, Valdomiro havia autorizado o aumento da tarifa técnica de R$ 2,69 para R$ 2,84, aumento de cerca de 5%. Agora, o reajuste  ficou de cerca de 1,5%.O coordenador do sistema de transporte coletivo da Secretaria de Trânsito, Fernando Coelho, disse que as empresas pleitearam o aumento em função da incidência da Cide - imposto sobre preços dos combustíveis. 

"O custo do combustível tem impacto de 20% na tarifa", afirmou o coordenador, indicado pelo secretário de Trânsito, Aparecido Capello, para comentar o aumento. Em nota, a assessoria de Comunicação, colocou a "culpa" pelo aumento da tarifa na presidente Dilma. "Anualmente e contratualmente é reajustado o valor da tarifa técnica do sistema de transporte coletivo, sendo que, para este ano, a tarifa técnica a partir de 1º de janeiro foi fixada em R$ 2,84. 

Acontece que a Presidente da República, em janeiro deste ano, estabeleceu, por meio  de Decreto (Decreto 8.395 de 28/01/15) a volta da incidência da Cide a partir de 1º de maio e, no período de noventena deste decreto, a volta da incidência da alíquota do PIS/Cofins sobre os combustíveis", informou a Prefeitura. 

Desde o início da concessão de transporte coletivo, o governo de Valdomiro injetou cerca de R$ 60 milhões na Santa Luzia e na Expresso Itamarati. Apesar do aumento com subsídio, não há previsão de reajuste para passageiros, segundo o governo. "A passagem continua R$ 2. Não muda nada e não há previsão de que isso seja alterado", afirmou o secretario de Comunicação, Deodoro Moreira. 

Sindicato ameaça greve, mas espera até terça

Enquanto a Prefeitura resolve pagar mais para empresas de transporte coletivo, o Sindicato dos Motoristas cobra reajuste salarial para a categoria e fala até em greve e paralisação. O presidente do sindicato, Daniel Caldeira, que já comandou dois protestos neste ano, que culminaram no fechamento do terminal urbano, onde passam  130 mil pessoas por dia, disse que espera proposta da Circular Santa Luzia e da Expresso Itamarati até terça-feira. 

"Vamos aguardar até terça, que seja apresentada uma contraproposta. Depois, se nada acontecer, vamos discutir em assembleia a possibilidade de os ônibus ficarem nas garagens das empresas", afirmou o sindicalista. Caldeira afirma que motoristas pedem reajuste salarial de 12%, além de aumento de R$ 100 no ticket e o sindicato ainda reclama que multas que as empresas recebem da Prefeitura por falhas no serviço- como atraso - são repassadas para os motoristas. 

O governo tem repetido que apenas cumpre o que está previsto em contrato de concessão. Nesta semana, o prefeito Valdomiro afirmou que já alertou a polícia sobre possível transtornos no transporte coletivo em função de atos do sindicato.

 

Variação da tarifa do transporte coletivo Clique aqui para ampliar

 

 

 

 

 

 

 

Arte - subsídio do transporte coletivo Clique aqui para ampliar

 

 

 

 

 

 

 

 

 


 

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