Diário da Região

11/09/2016 - 00h00min

Eleições 2016

(quase) todos contra a maconha

Eleições 2016

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A liberação da maconha, como ocorre em alguns estados norte-americanos ou a exemplo de experiência mais recente no Uruguai, é outro tema que detona polêmica de alta voltagem no Brasil. Neste caso, mais revestido de moralismos, até os políticos de setores classificados como progressistas e conservadores acabam convergindo, salvo raras exceções. A medida é publicamente defendida pelo ex-presidente da República Fernando Henrique Cardoso (PSDB), com argumento de que isso fragiliza o tráfico e a violência imposta pelos traficantes. De outro lado, figuram militantes religiosos e a própria polícia. E também aqueles que acreditam que em nada afetaria os narcotraficantes, uma vez que estes migrariam para outras drogas. E que ação assim, exigiria sólida retaguarda na área da saúde preventiva e de recuperação de viciados. A maioria esmagadora dos prefeituráveis de Rio Preto é contra. O único favorável é o candidato do PCO, Daniel Nhani.

 

análise

É questão de saúde pessoal e coletiva 

Existem diversos motivos contrários à liberação da maconha. O primeiro é a questão da saúde individual e pública. Está comprovado que causa sérios danos ao sistema cardiorrespiratório e afeta o sistema nervoso, especialmente o cérebro na área de perda de memória e cognição. E é no sistema público que a maioria dos usuários irá se tratar das doenças adquiridas pela cannabis. 

O problema da descriminalização das drogas é que ela implicaria na afetação de terceiros, que seriam prejudicados com mudanças sociais e econômicas. O usuário, mesmo fazendo o que quer com seu corpo quando consome a maconha, alimenta toda a cadeia criminosa que já prejudica milhares de terceiros. A liberação da maconha aumenta a violência, pois fará com o traficante migrar para outros crimes, como furtos e roubos. Além do mais, a maconha é porta de entrada para outras drogas.

Virgilio Júnior Taparo, tenente da PM

 

análise

Legalização abate tráfico e gera lucro 

A maconha é uma planta da família das Canabiáceas, manipulada por diversas civilizações há mais de seis mil anos. É comumente utilizada para o tratamento de diversas doenças como câncer, glaucoma, Aids, estresse e esclerose múltipla, mas, devido a proibição, a erva não pode ser prescrita pelos médicos, apesar de suas propriedades medicinais. 

Além disso, seu uso religioso e recreativo é algo cultural para diversos povos. A proibição da maconha, que é consideravelmente menos prejudicial que o álcool, não restringe seu uso; ao contrário, condena os usuários aos termos proibicionistas da lei. A legalização livraria os usuários da guerra gerada pelo tráfico e financiada pelo Estado, além disso, liberaria os estudos científicos e geraria lucro aos cofres públicos mediante o recolhimento de impostos sobre as plantações.

Marilia Marilia, escritora

 

O que eu espero do novo prefeito de Rio Preto

 

Marco Antônio Nogaroto - 11092016

Que aposente a bússola e adote o relógio

Espero que o próximo prefeito de nossa cidade seja essencialmente um gestor, que aposente a bússola deixando de governar para esta ou aquela zona ou setor. E que adote o relógio como ferramenta, priorizando as emergências como o trânsito, a educação, a saúde e o saneamento da cidade, depois gerindo o cotidiano, não permitindo que novas emergências surjam e então projetando a cidade para as próximas décadas. Gostaria que tornasse a cidade mais enxuta, não permitindo novos bairros até que os existentes estivessem devidamente atendidos com escolas, UBS, UPAs, transporte, laser e segurança. Também que projetos juvenis profissionalizantes e esportivos fossem implantados.

Marco Antônio Nogaroto, engenheiro eletricista

 

Talita Miranda - 11092016

Investimento para a atenção básica na saúde

Em Rio Preto ainda falta muita coisa. Mas, como doula, lido diariamente com dezenas de gestantes e novas famílias. Por isso, vou olhar especificamente para essa área. Neste sentido, o que mais sinto falta é investimento para a atenção primária na saúde, pois, apesar de Rio Preto ter espaço bons, faltam pessoal estimulado e bem remunerado, além de material, liberação de agenda para exames e consultas. Adoraria que a capital da cesárea tivesse uma casa de parto, referência em atendimento humanizado. Precisamos também falar em educação. Especialmente a educação infantil. Pois as mulheres têm dificuldade de voltar ao mercado de trabalho depois de terem seus filhos sem vagas em creches.

Talita Miranda, doula

 

Marco Antônio Ribeiro - 11092016

Eficiência e democratização nos contratos

Primeiramente, espero do novo prefeito de Rio Preto eficiência na gestão administrativa e no trato com os recursos públicos. Espero também transparência e democratização nos processos de compras. Essa mesma postura precisa ser adotada com todas as contratações públicas. Isso é algo muito importante para a nossa cidade hoje em dia. Com medidas do gênero, seriam possíveis ampliar e fomentar a participação de novas empresas nos contratos públicos. O resultado dessas medidas é o surgimento de mais possibilidades empresariais na cidade e, consequentemente, de geração de novos postos de trabalho. Uma postura assim é ponto de partida para todas as demais ações necessárias à população. 

Marco Antônio Ribeiro, advogado empresarial

 

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