Diário da Região

12/09/2016 - 22h42min

DE ESTILINGUE A VIDRAÇA

Em meio a insultos, Arnaldo e Kawel se definiram como experientes

DE ESTILINGUE A VIDRAÇA

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Kawel - Quando o senhor atuou como secretário de Desenvolvimento Econômico foi responsável pelo Trem Caipira. O projeto não decolou. A que atribui isso? 

Carlos Arnaldo - Importante frisar algumas coisas. Em primeiro lugar, quem comprou o Trem Caipira, quem fez esse projeto, quem contratou a compra desses equipamentos e quem pagou foi o ex-prefeito Edinho Araújo (PMDB). Então, o pai da criança Trem Caipira chama-se Edinho Araujo. Só para ter uma ideia, quando o ex-prefeito de forma dissimulada inaugurou o Trem Caipira, saindo da estação de Rio Preto para Schmitt, moravam duas famílias dentro da estação de Schmitt. Veja que absurdo. Nós retiramos as famílias, alugamos uma casa, e colocamos a família. A Prefeitura pagou aluguel. Conseguimos licenciamento da malha férrea. Conseguimos autorização da ANTT, que não tinha, para o trem trafegar. Foi mal projetado, mal planejado. Desenvolvemos todas as necessidades para o projeto andar.

Kawel (réplica) - O fato é que o projeto até hoje encontra-se parado. Depois de oito anos não está funcionamento. Teve a participação do ex-prefeito, mas também do senhor como secretário. Uma obra que mostra falta de gestão e planejamento, o que não pode acontecer.

Carlos Arnaldo (tréplica) - Sem dúvida, realmente foi um projeto mal planejado pelo ex-prefeito. Conseguimos todas as licenças necessárias que não tinham sido entregues pela administração anterior. Investimos para tentar viabilizar o projeto. Fizemos o possível cumprindo a lei. 

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Carlos Arnaldo - Temos como meta enxugamento da máquina pública. Vamos extinguir cinco secretarias. Metade dos nossos secretários vai ser servidor de carreira. Qual sua opinião sobre isso?

Kawel - Colocaremos na administração as melhores cabeças, os melhores profissionais. Acabaremos com essas questões de nomeações políticas, nomeação de vereadores. Temos como meta também reduzir drasticamente a questão de cargos comissionados. Vamos reduzir gastos desnecessários, desperdícios, os custos administrativos da Prefeitura. Mas não somente isso, nós também definiremos novas prioridades com o Orçamento. Hoje a terceira pasta que mais gasta é Obras, são mais de R$ 200 milhões. E vivemos em Rio Preto um caos. Temos a avenida Brasilusa, que faz mais de anos que está parada, gerando prejuízo para comerciantes e moradores. Temos problemas de toda ordem na cidade. São buracos, são obras entregues sem estar 100% concluídas. Tivemos o viaduto na zona norte que foi entregue com problemas de iluminação.

Carlos Arnaldo (réplica) - Temos registrado na Justiça Eleitoral nosso plano de governo que prevê enxugamento da máquina. Vamos extinguir cinco secretarias. Não vamos indicar vereadores para ocupar secretarias. Vamos ter transparência nas licitações.

Kawel (tréplica) - No nosso plano de governo, temos um gabinete transparente, com transmissão ao vivo na portaria da Prefeitura. Atuaremos também com outro projeto com gabinete itinerante, com o lema: o governo vai ao povo. Vamos visitar os bairros uma vez por mês. 

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Kawel - O senhor, quando vereador, foi nomeado a secretário. O que ocorreu, já que hoje o senhor fala que é contra? Outro ponto é que vivemos falta de credibilidade com a classe política. Qual sua opinião em relação a ação questionando medidas de quando o senhor foi secretário?

Carlos Arnaldo - Eu tive oportunidade. Por duas vezes fui eleito vereador. Isso me deu uma grande experiência. Em outras duas oportunidades, também servi a cidade como secretário de Planejamento. E, de 2009 a 2012, como secretário de Desenvolvimento. Na minha gestão, fui responsável pelo Banco do Povo, que é um instrumento para dar dignidade para as pessoas investirem no próprio negócio, gerando emprego e renda. O que diz respeito ao questionamento que o senhor colocou. Na verdade, todo gestor público em cidades médias recebem esses questionamentos. Isso é natural. Em todas as nossas compras livres, de R$ 8 mil, foram feitos três orçamentos. Contratamos com os preços mais baratos. Com certeza, será arquivado pelo Ministério Público, por que quem não deve não teme. 

Kawel (réplica) - Façam uma avaliação. Questionamento do Ministério Público Federal sobre uma gestão é algo preocupante. Questões como ora pensa de uma maneira, ora de outra também são preocupantes.

Carlos Arnaldo (tréplica) - Tive oportunidade de ser duas vezes vereador e duas vezes secretário. Oportunidade essa que o senhor não teve. É por isso, com muita segurança, que digo que vereador não pode ser secretário. É fruto dessa experiência.

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Carlos Arnaldo - Nossa prioridade vai ser saúde, educação e suprir a falta de vagas em creches em Rio Preto, além de atrair investimentos para gerar mais emprego e renda. E a transparência que é muito importante. No que diz respeito às prioridades, a saúde é o grande problema de Rio Preto. São filas enormes nas unidades básicas, que só funcionam até as 17h. Faltam médicos especialistas. Para fazer exame, demora, às vezes, um, dois anos. Qual seu projeto para resolver este problema? 

Kawel - Eu sou administrador, tenho curso de pós, mestrado profissionalizante. Além disso, trabalhamos durante 20 anos em grandes empresas. Hoje sou diretor de empresa do ramo de franquia que tem mais de 700 unidades em todo o Brasil. Mesmo no momento em que fala de crise, geramos emprego e renda para centenas de pessoas. E nossos colaboradores estão satisfeitos. Então, o que precisa é profissionalizar a administração pública, em todas as ordens. Para que a gente saia deste cenário caótico que a gente vive. O ponto que o candidato pergunta é prioritário no nosso plano de governo. A primeira medida que nós tomaremos é substituir o secretário de Saúde, colocando de fato alguém que tenha real condição de promover mudanças. Vamos dar condições de trabalho para os servidores públicos. Todos os postos de saúde têm de funcionar bem. 

Carlos Arnaldo (réplica) - Um compromisso importante para melhorar fila é instalar ambulatório médico de especialidade em todas as unidades básicas. As unidades básicas de saúde irão funcionar até as 19h. Hoje, às 17h as unidades de saúde fecham e não atendem mais ninguém. É um absurdo. Além disso, está no nosso plano de governo marcação de consulta por telefone e pela internet. 

Kawel (tréplica) - Ponto fundamental é a mudança de cultura. Temos sempre os mesmos que dizem que estão fazendo, que estão realizando, mas na verdade já tiveram sua oportunidade e não fizeram. Então, se têm experiência, tiveram oportunidade, por que não melhoram a saúde, a educação? Por que não tomaram providências? Então, existe muita conversa e pouca ação. Nós de fato, faremos todas as ações.

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Kawel - Em Rio Preto, a gente tem duas fotografias. Uma agora recente, de várias ações de recapeamento, entrega de obras. E a fotografia anterior. E a obra antienchente não teve efetivamente seu objetivo. Outro ponto que chama atenção são os gastos da campanha eleitoral. O senhor declarou que vai gastar R$ 2,3 milhões. Como vai fazer para investir tanto dinheiro na campanha?

Carlos Arnaldo - Isso demonstra que o senhor está equivocado quanto à possibilidade de investimentos de recursos na campanha política. Pela legislação eleitoral, o candidato declara um teto de campanha e nós declaramos o teto da campanha. Isso todo candidato pode fazer. Na verdade, nossa campanha vai ser muito humilde. Está sendo com pouco recurso, gastando a sola de sapato. Efetivamente, até agora recebemos doações de pessoas físicas e colocamos na internet R$ 16 mil. Vamos gastar em torno disso em nossa campanha. No que diz respeito às obras antienchentes, é necessidade que todo prefeito faça investimentos na sua gestão. Eu fui o primeiro secretário de Planejamento a realmente investir nas obras antienchentes. Fizemos alargamento da Andaló, o que possibilitou minimizar as enchentes. Mas cada prefeito que passa, se fizer as obras, como está sendo feita a contenção de água, isso minimiza as enchentes. Isso está acontecendo de fato. 

Kawel (réplica) - Um ponto importante quando fala de gestão é planejamento. Falou-se em gastar R$ 2 milhões e fala-se, agora, em R$ 16 mil. Totalmente discrepantes os valores. Isso demonstra o quanto de conhecimento em planejamento o candidato tem. 

Carlos Arnaldo (tréplica) - Tivemos planejamento sim e o senhor maldosamente vem aqui misturar planejamento da cidade com declaração de teto da campanha. Isso não tem nada a ver. Não podemos usar má-fé aqui, tentar induzir a erro.

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Carlos Arnaldo - Sabemos que é muito importante a descentralização administrativa. Fizemos essa descentralização quando ocupamos a Secretaria de Desenvolvimento Econômico. Levamos o Banco do Povo para a região norte da cidade, isso facilitou a vida das pessoas. Outra questão de descentralização: vamos criar a subprefeitura da região norte para facilitar a vida das pessoas. Gostaria de saber se o senhor concorda com essa tese que eu tenho? 

Kawel - Eu concordo sim com a criação da subprefeitura da zona norte. Nosso modelo de gestão prevê divisão por território. É uma proposta que vamos apresentar, onde cada vereador possa cuidar de uma região da cidade em conjunto com o município para que a gente entenda de fato a situação. Que a gente possa ouvir o morador, o trabalhador, e, assim, atuar pontualmente. Hoje o trabalho é polarizado em algumas regiões. No domingo, conversei com o pessoal na feira do Solo Sagrado para entender as necessidades. Nossa proposta como candidato é muito clara. Separar o município em territórios e atuar pontualmente nos principais temas. Todas as áreas e regiões precisam ter saúde, educação adequada, transporte coletivo decente. E um ponto importante que colocaremos é a ouvidoria. E pesquisa para ouvir a opinião do povo.

Carlos Arnaldo (réplica) - A descentralização administrativa é um compromisso que temos. Nós fizemos isso com o Banco do Povo e vamos continuar isso. Vamos criar duas agências do Banco do Povo. A criação da subprefeitura está no nosso plano de governo e não está no seu. 

Kawel (tréplica) - Se o senhor leu o meu plano de governo, vai perceber que está, sim. Mas melhor do que falar, é consistência nos resultados. Temos aqueles que dizem que fizeram. Se fizeram, por que a educação não está melhor? E a saúde? Por que a zona norte não está melhor já que o senhor fez tantos benefícios? 

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Kawel - Reportagem da “Veja” diz que 60% da população está indefinida ou insatisfeita com aqueles que dizem ter experiência política. Qual foi ação que o senhor fez como vereador que mudou a vida das pessoas. Ou como secretário?

Carlos Arnaldo - É verdade, as pessoas estão decepcionadas com a classe política tamanha malversação dos recursos públicos, a corrupção na União, no Estado, nos municípios. Homens públicos estão usando dinheiro público para se beneficiar. Por isso o descontentamento com a gestão pública. Esta é a razão pela qual quero ser prefeito de Rio Preto. Para realmente investir os recursos com transparência e ter como objetivo melhorar a vida das pessoas. Eu poderia elencar dezenas de ações e projetos que tive aprovados na Câmara. Fui reeleito vereador, aprovado pelo voto popular. Como secretário, fui considerado um dos melhores secretários de Rio Preto. Como vereador, eu fui autor da lei que criou o disque-saúde. Fui autor do código de ética. Fui autor da lei que obriga audiência pública para mudar a lei de zoneamento. Como secretário de Desenvolvimento, eu fiz a Mostra Gastronômica, que aumentou muito a geração de emprego. 

Kawel (réplica) - Muito se fala novamente, mas pouco se tem de fato. Hoje não se tem iniciativa para melhor capacitação dos profissionais. Todas as nossas ações serão integradas de forma a modernizar a gestão de Rio Preto para que a gente gere os melhores benefícios para as famílias. 

Carlos Arnaldo (tréplica) - É importante dizer do prêmio que recebi das mãos do governador do Estado de São Paulo como melhor gestor do Banco do Povo em Rio Preto. Emprestamos em torno de R$ 15 milhões a juros de 0,35% para micro e pequenos empresários.

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Carlos Arnaldo - Participamos de um debate entre sindicalistas, com vários sindicatos e lá o senhor negou que vai extinguir a Secretaria de Trabalho. O senhor teve medo lá perante o sindicato de falar que vai extinguir a Secretaria do Trabalho? Esqueceu, ou o senhor tem duas caras?

Kawel - O senhor não está lembrado. Em nenhum momento nesse debate eu falei e neguei. E aqui reitero: vou extinguir a Secretaria do Trabalho e da Agricultura porque entendo que estas secretarias devem fazer parte do Desenvolvimento. Mas eu não copiei esta iniciativa do senhor e não teria nenhum desconforto se fosse uma ideia que a gente entende como boa. Muito se fala: sou dono disso, daquilo. O senhor não quer segurar o projeto do Trem Caipira porque até hoje não vingou. O senhor fala que ganhou prêmio de gestão. O senhor também não me respondeu a pergunta de alguma ação que mudou a vida das pessoas. O senhor falou, falou e não falou nada. Eu, como prefeito, tudo aquilo que foi feito e bem feito, será mantido. Traremos novidades, como redução de ISS, que o senhor falou e replicou depois que eu tinha falado. 

Carlos Arnaldo (réplica) - O senhor lá no sindicato dos trabalhadores se omitiu. Teve medo de falar que iria extinguir a Secretaria de Trabalho, sim. É preciso ter experiência para administrar. O senhor não tem experiência nenhuma. 

Kawel (tréplica) - Temos de definir qual é a experiência necessária para o prefeito. Precisa ser um bom gestor. Não precisa ser politiqueiro. Precisa ser uma pessoa ficha limpa, que não esteja sendo questionada pelo Ministério Público Federal, como é o caso do senhor. 

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Adriano Nogaroto - O senhor diz que participou das primeiras obras antienchentes. Nesta época não havia estudo para realizar essas obras de uma vez? 

Carlos Arnaldo - Existem estudos de planejamento sobre todas as obras para minimizar as enchentes. Só que são obras caríssimas. Então, cada prefeito tem de fazer sua parte. Dos últimos prefeitos, uns fizeram mais, outros menos. O atual prefeito também está investindo nessas obras. Nós iremos investir também nas obras antienchente.

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Lucas Schuster - O senhor faz propaganda por SMS. Já recebi duas mensagens do senhor e sequer moro em Rio Preto. Como conseguiu meu número?

Kawel - É uma questão que precisamos verificar com a equipe que está fazendo todo o trabalho. Temos estabelecido diálogo, andado em todos os cantos de Rio Preto. Todos os envios de SMS têm um mecanismos de descadastramento. No final vem assim: caso não deseje receber mais mensagem, pode responder com a palavra pare e será descadastrado. 

 

Participaram desta reportagem Allan de Abreu, Vinícius Marques, Maria Elena Covre, Marco Aurélio Barbosa, Milton Rodrigues e Luis Felipe Regis (estagiário)

 

Veja o vídeo do Pinga-fogo entre Carlos Arnaldo e Kawel Lotti:

 

 

 

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