Diário da Região

05/08/2016 - 00h00min

ESCÂNDALO SEXUAL

Garota de 13 anos acusa mais dois em depoimento

ESCÂNDALO SEXUAL

Rodrigo Lima 4/8/2016 Ex-vereador de Ipiguá (à esq) deixa a sede da DIG em Rio Preto
Ex-vereador de Ipiguá (à esq) deixa a sede da DIG em Rio Preto

Em depoimento à Policia Civil em Rio Preto, a adolescente de 13 anos apresentou novos nomes na lista de pessoas com quem teria feito programas sexuais em Ipiguá. Ela identificou um servidor público municipal e um comerciante, que não haviam sido mencionados anteriormente ao Ministério Público. Ela também forneceu o nome completo e até o número da OAB de advogado que já havia denunciado.

A garota contou detalhes do suposto relacionamento com presidente da Câmara, Antonio Seron (SD), que teria sido o segundo cliente da menina. “Esclarece que ele (Seron) a levou numa estrada de terra de Ipiguá e praticaram sexo oral e vaginal, sendo certo que ele também sabia sua idade”, afirmou ela no depoimento prestado no último dia 1º na sede da Delegacia Seccional. Em todos os programas, ela afirma que os “clientes” usaram preservativo.

Nesta quinta-feira, 4, o delegado José Augusto Fernandes, da Delegacia de Investigações Gerais (DIG), começou a colher os depoimentos dos acusados pela garota. O ex-vereador Nivaldo Reis (SD) foi o primeiro a a ser ouvido sobre as acusações. Ele e o presidente da Câmara de Ipiguá, Antonio Seron (SD), negaram as acusações e afirmaram que as denúncias têm motivação política.

O Diário apurou que no seu depoimento na DIG, o ex-vereador negou ter feito proposta de R$ 5 mil para tentar mudar o depoimento da menina. O dinheiro seria pago por ele e pelo advogado, em cinco parcelas de R$ 1 mil. Uma colega que teria intermediado a negociação entre eles negou a acusação e disse que foi a menor quem pediu dinheiro para tirar os nomes dos acusados da lista.

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A adolescente disse que fazia programas sexuais regularmente. “Às vezes, dois ou três por dia. E o preço variava entre R$ 50 a R$ 100”, consta em outro trecho do depoimento. Ela conta que, em março, fez o seu primeiro programa com um primo de Sílvia Rosino Melo, companheira de Abner Calixto - um dos homens que executou o delegado Guerino Solfa Neto, no dia 25 de junho.

A menina afirmou que, após a morte de Solfa Neto, negou-se a continuar a se prostituir e sofreu agressões físicas por parte de Sílvia. Ela mencionou que a mulher, após a morte do delegado, jogou o chip do próprio celular na descarga. Mesmo assim, a polícia afirma que vai fazer perícia para identificar as chamadas.

Desde que o caso veio à tona, o Diário tenta falar com o presidente da Câmara de Ipiguá. Um assessor dele, que se identificou como Rodrigo, afirmou que Seron entraria em contato para falar sobre o assunto, o que não aconteceu até nesta quinta, 4. A partidários, ela negou ter mantido relacionamento com a adolescente.

A Polícia Civil e o Ministério Público investigam suposto crime de exploração sexual e de estupro de vulnerável.

Hilux preta

O delegado José Augusto Fernandes recebeu informação de que o namorado da adolescente, Elias Fernandes Nascimento, teria ficado frente a frente com um dos clientes dela. O rapaz, que também é acusado de participar do assassinato do delegado Guerino Solfa Neto, teria flagrado quando um médico, identificado pela menina apenas como João Alberto, a deixou em frente da casa de Sílvia.

“Indagada sobre o dia 26 de junho, se tinha feito algum programa naquele dia, respondeu que sim, que fez programa com João Alberto. O médico cirurgião plástico estava numa (caminhonete) Hilux de cor preta”, afirmou no depoimento.

Ela contou ainda que, quando estava voltando do programa sexual, João a deixou na casa de Sílvia. Foi quando a menina disse que se tratava de um tio. “Elias não acreditou e foi atrás de João Alberto, mas depois voltou e pediu para que a declarante ligasse no telefone de João Alberto, sendo dito por Elias que o mesmo aguardasse no trevo, porém, o cliente foi embora”, consta em outro trecho do depoimento da adolescente.

A DIG vai pedir à Justiça a quebra dos sigilos telefônicos, bancários dos acusados e de Sílvia com o objetivo de confirmar os contatos feitos para o agendamento dos programas sexuais. (Colaborou Tatiana Pires)

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