Diário da Região

05/08/2016 - 00h00min

ESQUEMA

Licitação em Rio Preto inspira fraude no Paraná

ESQUEMA

Edvaldo Santos/ Arquivo Antônio Carlos Marchezetti, da Logitrans, que foi preso em junho
Antônio Carlos Marchezetti, da Logitrans, que foi preso em junho

Esquema de fraudes em licitações no transporte coletivo em quase 20 cidades, em sete estados, coloca em suspeita a licitação do serviço em Rio Preto. A suposta organização criminosa envolve a Logitrans, que elaborou, em 2010, estudo que serviu de base para concorrência da Prefeitura. Pedidos de prisões de donos da Logitrans e de buscas feitos pelo Ministério Público do Paraná afirma que o modelo de licitação de Rio Preto foi usado para suposta fraude em licitação do transporte em Maringá.

O MP cita o “modelo da Ita”, em referência à empresa Expresso Itamarati, responsável pelo serviço em Rio Preto junto com a Circular Santa Luzia. O “modelo da Ita” serviria para beneficiar o grupo Constantino, dono da Expresso Itamarati (veja quadro ao lado). A licitação foi concluída no primeiro mandado de Valdomiro Lopes (PSB), em abril de 2011.

O foco da ação foi suposta fraude no transporte coletivo em Guarapuava (PR). Outro grupo na mira do Gaeco é o Gulim, do Paraná.

De acordo com o coordenador do Gaeco do Estado do Paraná, Leonir Batisti, o esquema criminoso é semelhante em todas as cidades em que a Logitrans atua, inclusive em Rio Preto. Segundo o MP, a empresa mantém relação com as interessadas nas licitações e com prefeituras. “Foi apreendido material, que contém e-mails aí de Rio Preto. Há suspeitas que nesses municípios tenha acontecido a mesma situação de Guarapuava”, afirmou Bastiti ao Diário nesta quinta, 4.

O promotor Sérgio Clementino disse que vai reabrir inquérito sobre a licitação de transporte coletivo, arquivada em 2013 por falta de prova. “Vou pedir ao Gaeco do Paraná todos documentos”, disse.

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Operação denominada Riquixá, deflagrada pelo Gaeco do Paraná em junho, colocou na cadeia donos e sócios da Logitrans, como Antonio Carlos Marchezetti. No total, 53 mandados de busca e apreensão foram cumpridos em sede de empresas e casas dos investigados. Os presos foram soltos no início de julho. Entre o material apreendido, há e-mails que revelam conversas entre donos e sócios da Logitrans com funcionários da Prefeitura de Rio Preto e representantes tanto da Circular Santa Luzia quanto da Expresso Itamarati. As mensagens indicam que as empresas teriam acesso antecipado a detalhes do edital de transporte coletivo. A Logitrans foi contratada por R$ 360 mil para elaborar estudo que serviu de base para o edital. Depois firmou outros contratos com a Prefeitura, para “consultoria” do sistema e também do Plano de Mobilidade Urbana.

Entre a troca de e-mails é mencionado ex-assessor do Trânsito Wanderley de Souza. O advogado Sacha Reck, também preso na operação, que atua para empresas de transporte coletivo em todo País, recebeu e-mail de Wanderley para “considerações” sobre o edital. O Pai de Sacha, Garrrone Reck, era diretor da Logitrans. Ainda a há troca de mensagens de Sacha para representantes da Circular e da Itamarati. As troca de e-mails foi registrada no início de 2011. A licitação foi concluída em abril do mesmo ano.

Empresas se calam; governo se defende

As empresas responsáveis pelo transporte coletivo de Rio Preto, a a Expresso Itamarati e a Circular Santa Luzia não se manifestaram nesta quinta, 4, sobre as acusações de fraudes no transporte coletivo em quase 20 cidades do País. A Itamarati informou que “ninguém” da diretoria estava na empresa e por isso não iria comentar o caso.

A assessoria da Circular, divulgou nota em que afirma que a empresa “não tem ciência” dos fatos. Representantes da Logitrans também não foram localizados nesta quinta.

Em nota, a Prefeitura afirma que contratou serviço da Logitrans e que troca de informações com funcionários era normal. Segundo a nota, o servidor Wanderlei de Souza passou “informações técnicas que subsidiaram o projeto básico produzido pela Logitrans”. A assessoria da Prefeitura afirma que cabe à Justiça analisar se concessionárias usaram as informações de forma indevida. As investigações movimentam a oposição. Marco Rillo (PT) disse que vai propor processo de cassação conta o prefeito Valdomiro Lopes (PSB) na Câmara.

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