Diário da Região

09/09/2016 - 00h00min

TRANSPARÊNCIA ZERO

Candidatos deixam de declarar despesas

TRANSPARÊNCIA ZERO

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A maioria dos candidatos a prefeito das dez maiores cidades da região de Rio Preto não declarou gasto algum de campanha, apesar de já terem colocado literalmente o “bloco na rua”, com comitês, carros de som e santinhos.

Em 24 dias de campanha - de 16 de agosto até esta quinta, 8 -, o gasto era zero na prestação de contas de 60% dos candidatos. São 22 concorrentes nesta situação de 35 prefeituráveis. Os dados sobre movimentação financeira de campanha, com doações e despesas são divulgados no site do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o www.tse.jus.br - no link sobre divulgação de candidatura e contas eleitorais.

Há casos de cidades em que nenhum prefeiturável informou despesa. É o que acontece, por exemplo, em Fernandópolis. Apesar de o candidato do DEM, André Pessuto, ter informado arrecadação de R$ 200 mil, a despesa era nula até esta quinta, a exemplo dos outros três concorrentes ao cargo, o que inclui a atual prefeita Ana Bim (PSD), que tenta a reeleição. Nenhum declarou despesa. Dois candidatos, aliás, não registram movimentação financeira alguma.

Em Rio Preto, três dos seis candidatos a prefeito também estão nesta situação, apesar de veicularem propaganda no rádio e na televisão, ter comitê ativo e material de campanha disponível.

contas campanha 09092016 Clique na imagem para ampliar

No outro extremo, Edinho Araújo (PMDB) foi o que declarou maior gasto até esta quinta (R$ 821 mil) - leia mais abaixo.

Em Mirassol, dos cinco candidatos estão na disputa pela cadeira de José Ricci Júnior (PDT), três - Donegá (PRB), Jorge Salgadeiro (PT do B) e Newton César (PSB) - informaram que não arrecadaram nem gastaram um tostão na campanha até esta quinta. No entanto, os prefeituráveis já colocaram carros de som em que pedem votos ou então estão com comitês em em franco funcionamento.

O levantamento realizado nesta quinta pelo Diário revela que as determinações da resolução 23.463 do TSE estão sendo ignoradas pelas campanhas. “A Justiça Eleitoral, durante o curso da campanha, receberá informações sobre o financiamento que serão publicadas em tempo real no portal do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Isso irá permitir que a sociedade organizada, órgãos de fiscalização e os próprios candidatos possam conhecer e fiscalizar as campanhas dos que estão concorrendo nas eleições”, diz comunicado da Justiça Eleitoral sobre a transparência nas campanhas. Só que não há punição para quem não cumpre a lei, que fala em divulgação das contas a cada 72 horas. No dia 15, a Justiça irá divulgar a prestação parcial de contas.

“O princípio da regra é a transparência, mas não coloca punição, então, os candidatos se sentem à vontade para não cumprir. A cultura de transparência tem de ser criada. A prestação de contas antes era um mero instrumento contábil. Agora, não. É espelho da candidatura. A população tem de estar atenda”, afirma o cientista político, Adalberto Miranda.

edinho_pmdb 09092016 Edinho (de camisa branca) cumprimenta eleitor no centro de Rio Preto

PMDB diz que gastou R$ 700 mil só com TV 

Dados atualizados nesta quinta-feira, 8, pelo TSE, revelam que a despesa da produção de programas de TV da campanha a prefeito de Rio Preto de Edinho Araújo (PMDB) já chega a R$ 700 mil. O recurso é destinado à empresa Madalhano e Nunes, contratada pela equipe de Edinho para executar os programas de rádio e televisão, e também para a internet.

Os dados da conta de campanha do peemedebista foram atualizados nesta quinta. Ele declarou arrecadação de R$ 823,9 mil. Edinho registra a maior doação de pessoa física entre os candidatos, R$ 200 mil de Waldemar Verdi Júnior, de acordo com o sistema do TSE. 

De acordo com a assessoria de campanha de Edinho, o pagamento para a produtora de televisão foi de R$ 350 mil até o momento. O valor de R$ 700 mil é referente ao total do contrato.

A campanha de Orlando Bolçone (PSB), candidato que tem apoio do prefeito Valdomiro Lopes (PSB), continua com a mesma arrecadação de R$ 100 mil - recursos do próprio candidato - registrada desde o início da campanha. As despesas também seguem em R$ 47 mil.

“O pagamento dos programas de televisão pode ser feito no fim do primeiro turno”, afirmou Tarso Baglioni de Jesus, da campanha de Bolçone. Segundo aliados do candidato, não foram registradas doações, além dos R$ 100 mil.

A campanha de João Paulo Rillo (PT) registrava até esta quinta arrecadação de R$ 58 mil e despesa total de R$ 36 mil. Carlos Arnaldo (PDT), Daniel Nhani (PSDC) e Kawel Lotti (PSDC) não haviam declarado qualquer movimentação na campanha. “As doações foram feitas para o partido, dentro dos prazos. Vai aparecer depois”, disse Kawel.

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