Diário da Região

05/06/2016 - 00h00min

IMPEACHMENT

Aloysio quer fala de Odebrecht como prova

IMPEACHMENT

Edilson Rodrigues/Agência Senado Senador rio-pretense Aloysio Nunes afirma que Dilma não tem condições de retornar à presidência
Senador rio-pretense Aloysio Nunes afirma que Dilma não tem condições de retornar à presidência

O líder do governo no Senado, Aloysio Nunes (PSDB-SP), defendeu neste sábado, 4, a inclusão das revelações feitas pelo empreiteiro Marcelo Odebrecht como prova no processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff. Para o tucano, as declarações do empresário deverão ajudar a convencer senadores indecisos de que a petista não tem condições de voltar a comandar o País.

Segundo reportagem da revista IstoÉ, em acordo de confidencialidade com a Operação Lava Jato, Odebrecht teria afirmado que Dilma pediu pessoalmente uma doação de R$ 12 milhões para sua campanha eleitoral em 2014. Conforme a publicação, o empreiteiro diz que o então tesoureiro da campanha, Edinho Silva, pediu o montante, mas Odebrecht se recusou a pagar. O empresário, então, teria procurado Dilma, que teria afirmado: “É para pagar”.

“Essas declarações ajudam a formar a convicção de que ela não pode permanecer na Presidência da República. É mais uma elemento para corroer aquela fímbria de autoridade que ela tinha”, disse Aloysio Nunes. Para o senador, as falas de Odebrecht devem ser levadas em consideração no julgamento do impeachment. “Isso contribui para desmoronar aquela imagem virginal que ela o PT construíram dela e da gestão dela”.

Na avaliação do tucano, o próprio advogado de Dilma, José Eduardo Cardozo, abriu espaço para essa inclusão, ao pedir ontem na comissão do impeachment do Senado a inclusão como prova dos áudios em que o senador Romero Jucá (PMDB-RR) defende estancar as investigações da Lava Jato. “Já que é para falar do conjunto da obra, fica evidente que (a declaração de Odebrecht) deve ser levada em consideração”, disse.

Na sessão da comissão do impeachment do Senado desta sexta-feira, o pedido de Cardozo foi negado pelo relator do processo, senador Antonio Anastasia (PSDB-MG). O tucano sustentou que os áudios de Jucá são estranhos ao processo. “Os áudios não são fatos novos, não alargam o objeto. Não são estranhos ao processo, eles são o processo”, rebateu o advogado de Dilma.

Turbulências

O líder do governo afirmou que as “turbulências” do governo Temer são consequências do governo que assumiu. Ele afirmou que não há pressa no Senado para antecipar a votação do impeachment de Dilma. “Não creio que ela volte”, reafirmou o tucano. “Turbulências não são boas no governo e nem no avião”.

(Com Rodrigo Lima)

 

Ronaldo Caiado - 05062016 Ronaldo Caiado disse que envolvimento de Dilma foi pá de cal

Senadores defendem a saída de Dilma

O líder do DEM no Senado, Ronaldo Caiado (GO), disse neste Sábado que a presidente afastada Dilma Rousseff deveria renunciar ao cargo e “poupar o Brasil” da espera pelo desfecho do processo de impeachment que corre no Senado. “Já existiam insinuações nesse sentido e agora vem a comprovação final da participação direta da presidente da República em todos esses atos irregulares e criminosos na operação da Petrobras, afirmou. “Para mim, essa é a pá de cal. A possibilidade de ela negar a sua participação no processo é desmontada e cai por terra.”

O senador não acredita, porém, que essa nova informação alterará os votos na comissão do impeachment, do qual ele é integrante. O líder do PMDB no Senado, Eunício Oliveira (CE), afirmou neste sábado, 4, que as declarações de Odebrecht ajudam a "consolidar" o impeachment da petista. “Isso tudo vai consolidando ainda mais a condição do impeachment”, afirmou Eunício, evitando, porém, comentar diretamente a fala de Odebrecht. "Não vou comentar delação de ninguém, porque não me cabe".

Para o líder do PMDB, as revelações de Odebrecht não devem alterar os votos no Senado, pois o destino de Dilma já está "definido". "Acho que vamos ter 59, 60 votos pelo impeachment (mais do que os 54 mínimos necessários)", diz. Nesse placar do julgamento final, Eunício leva em conta os votos a favor do impeachment dos senadores do PMDB Jader Barbalho (PA) e Eduardo Braga (AM), ex-ministro de Dilma.

Renan

O líder do PMDB não quis comentar delação em que o ex-presidente da Transpetro Sérgio Machado (PMDB) diz ter repassado R$ 30 milhões desviados da Petrobras ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), de quem Eunício é próximo. Machado disse que repassou R$ 20 milhões ao ex-presidente José Sarney (PMDB) e outros R$ 20 milhões ao senador Romero Jucá (PMDB-RR), ex-ministro do Planejamento de Michel Temer.

 

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

Não lembro a minha senha!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso