Diário da Região

08/06/2016 - 00h00min

CULPA DA CRISE

Servidor chama de ‘esmola’ reajuste de 3%

CULPA DA CRISE

Guilherme Baffi Protesto na Prefeitura em março: sindicato acusou o governo de perseguição a servidores pela baixa adesão a campanha salarial
Protesto na Prefeitura em março: sindicato acusou o governo de perseguição a servidores pela baixa adesão a campanha salarial

O prefeito Valdomiro Lopes (PSB) enviou nesta terça-feira, 7, à Câmara de Rio Preto projeto que prevê reajuste salarial de apenas 3,25% para os servidores do Executivo e da administração indireta, como o Semae. O percentual provocou a ira de representantes do Sindicato dos Servidores. A entidade classificou como “esmola” o reajuste proposto pelo prefeito. Este foi o menor aumento para servidores da gestão de Valdomiro, que teve início em 2009. O sindicato, que cobra o reajuste desde fevereiro, mês em que tradicionalmente o aumento é proposto todos os anos, ainda afirmou que Valdomiro apresentou dados que seriam falsos na justificativa do reajuste. 

O prefeito pediu aprovação com urgência na Câmara. “A esmola que ele (Valdomiro) resolveu dar para os servidores é a demonstração da desvalorização e desrespeito com a categoria. Recebemos o comunicado do projeto com indignação e tristeza. Não há crise quando se aumentam água e IPTU das pessoas, e também dos próprios servidores. O transporte coletivo também teve aumento maior”, afirmou Sanny Lima Braga, presidente do Sindicato dos Servidores, que acusou o prefeito de perseguir servidores que participam de manifestação pela baixa adesão à campanha salarial deste ano.

O projeto de Valdomiro exclui o reajuste para cargos em comissão, os chamados apadrinhados, secretários municipais e o salário do próprio prefeito. Valdomiro colocou a culpa na crise econômica pelo percentual definido. Funcionários cobravam aumento de 10,67%, referente à inflação acumulada entre janeiro do ano passado e do início de 2016. Esse percentual de aumento foi aprovado para servidores da Câmara. “Tornou-se impossível fazer qualquer tipo de aumento real de salário ou mesmo fazer a reposição integral da inflação medida no período, sem colocar em risco a continuidade de prestação de serviços essenciais à população, ou até de manter o pagamento dos salários dos servidores em dia”, diz a justificativa do prefeito. O aumento é retroativo a junho.

No Legislativo, a reação da oposição também foi negativa. Celi Regina (PT), que já foi presidente do sindicato, chegou a dizer que o prefeito “não tinha vergonha na cara” ao apresentar o índice. Também disse que Valdomiro só gosta de obras. “A única coisa que senhor pensou nesses anos foi em obras, né, prefeito? Deve ser muito bom para o senhor”, disse a petista na tribuna do Legislativo.

O projeto prevê impacto de cerca de R$ 7,6 milhões, incluindo encargos, como o reajuste, nas contas do município. O prefeito afirmou ontem ao Diário que a proposta foi resultado de “grande esforço”. “A cada mês a arrecadação cai mais ainda. A vontade era dar muito mais, mas fizemos o possível e com muito sacrifício.” De acordo com Valdomiro, caso o projeto de aumento de 10% fosse aprovado em fevereiro, o impacto nas contas do município seria de cerca de R$ 30 milhões no ano.

Percentual é o menor em 8 anos de Valdomiro

No ano em que vai deixar a Prefeitura e tentar eleger seu sucessor, Valdomiro Lopes (PSB) propõe o menor reajuste salarial em oito anos de gestão. Em 2015, o aumento aprovado pelo Legislativo foi de 6%, mesmo percentual adotado em 2014 e 2013. O reajuste em 2012 - ano da campanha que em que ele foi reeleito - ficou em 7%, de acordo com o projeto apresentado na Câmara de Rio Preto. No ano anterior, em 2011, o aumento também ficou em 7%. Já em 2010, o aumento foi de 5,31% - até então o menor índice do governo de Valdomiro. No primeiro ano de mandato, em 2009, o prefeito propôs aumento de 6,40%.

Na proposta encaminhada ao Legislativo nesta terça-feira, 7, Valdomiro afirma que os reajustes acumulados em sua gestão foram de 52,7%, enquanto a inflação do mesmo período foi de 49,66%. “Esse aumento do poder de compra dos servidores, acima da inflação, somente foi possível devido à situação financeira favorável do município. Contudo, neste exercício, último ano de mandato, a crise financeira pela qual passa o País afetou diretamente a arrecadação das receitas municipais, tornando inviável até mesmo a reposição da inflação”, afirmou o prefeito na proposta.

Em nota, o sindicato dos servidores rebateu os números do governo. “Chama a atenção, além do escárnio provocado pelo irrisório valor do reajuste, a malfadada tentativa de caluniar os números que confrontam o somatório da reposição salarial do atual governo com a inflação acumulada no mesmo período. Para a entidade, com o percentual de 3,25% o reajuste na era Valdomiro vai somar 43% contra inflação de 51,7%. Ao propor aumento abaixo da inflação, Valdomiro também rompe com tradição de Legislativo e Executivo adotarem os mesmos percentuais de reajuste.

 

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