Diário da Região

05/07/2016 - 00h00min

OPERAÇÃO ABISMO

Lava Jato apura propina de R$ 39 mi em obra do pré-sal

OPERAÇÃO ABISMO

Rovena Rosa/ Agência Brasil Policiais federais durante operação deflagrada nesta segunda, 4
Policiais federais durante operação deflagrada nesta segunda, 4

A Operação Lava Jato avançou nesta segunda-feira, 4, sobre obras da Petrobras relacionadas ao pré-sal. A 31.ª fase da investigação mirou em um esquema de propina na licitação das obras do Centro de Pesquisas (Cenpes) da estatal, na Ilha do Fundão, no Rio de Janeiro. Segundo a Procuradoria da República e a Polícia Federal, as ações criminosas envolveram diversas empresas e os desvios financiaram até uma escola de samba, um blog e familiares do ex-tesoureiro do PT Paulo Ferreira - principal alvo da Operação Abismo.

Conforme as investigações, o consórcio formado para realizar as obras, o Novo Cenpes, pagou R$ 39 milhões em propinas para a construtora WTorre - suspeita de receber R$ 18 milhões para desistir do certame -, para Diretoria de Serviços da estatal e para o PT.

Ferreira já havia sido preso provisoriamente na semana passada na Operação Custo Brasil, que mirou o ex-ministro petista Paulo Bernardo. A ação teve como base delações premiadas, principalmente do ex-vereador do PT em Americana (SP), Alexandre Romano, o Chambinho. Segundo força-tarefa, o ex-tesoureiro “teria recebido os valores na condição de agente do Partido dos Trabalhadores”.

A investigação apura crimes de corrupção, lavagem de dinheiro e fraude a licitação.

Ao todo, além da prisão preventiva de Ferreira, foram cumpridos 23 mandados de busca e apreensão e 1 de prisão preventiva, 4 custódias temporárias e 7 conduções coercitivas em São Paulo, no Rio e em Brasília.

Desde o ano passado, a Lava Jato investiga negócios da Petrobrás relacionados ao pré-sal, campos de petróleo descobertos em 2007. As frentes que apuram cartel e propina nos contratos de estaleiros para construção de plataformas e navios-sonda, em especial via empresa Sete Brasil. São negócios que, segundo a força-tarefa, beneficiaram os esquemas do PT e do PMDB na estatal petrolífera.

Conexão

Para os investigadores, a operação de ontem possui conexão com outros esquemas de corrupção que foram alvo do Ministério Público Federal, da Polícia Federal e da Receita Federal nos últimos 10 dias: Custo Brasil, Saqueador, Tabela Periódica e Turbulência.

“Fica muito claro a partir dessas cinco operações deflagradas no Brasil todo o grande potencial de desarticulação de grandes organizações criminosas por meio de acordos de colaboração e acordos de leniência”, disse o procurador Roberson Henrique Pozzobon, para quem “agentes políticos estão no topo da cadeia alimentar dessas propinas”. “O povo não suporta mais flertar com o crime político e a impunidade.”

O juiz federal Sérgio Moro apontou no despacho em que autorizou a operação que “a corrupção sistêmica” no Brasil “é produto de uma prática criminosa serial e não um ato isolado no tempo e espaço”.

Outra delação que embasou a Operação Abismo foi a do empresário Ricardo Pernambuco, um dos sócios da Carioca Engenharia. Ele listou quatro obras da Petrobrás em que houve “cobrança de vantagens indevidas”, entre elas a do Cenpes - na qual a Carioca, com participação de 20%, estava consorciada com outras quatro empresas, a Construcap, Schahin, Construbase e a OAS.

Segundo o executivo, a cobrança de propina nas obras era feita pelo lobista Mário Góes, que se tornou um dos delatores da Lava Jato. Ele disse que Mário Góes afirmava agir em nome do ex-gerente da Petrobras Pedro Barusco e citou o ex-diretor de Serviços da estatal Renato Duque.

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