Diário da Região

28/08/2016 - 00h00min

ENCONTRO

Valdomiro e Bolçone viram alvo em sabatina

ENCONTRO

Guilherme Baffi 27/8/2016 Candidatos a prefeito de Rio Preto foram questionados sobre projetos para empregos, mobilidade urbana, tapa-buracos e obras antienchente
Candidatos a prefeito de Rio Preto foram questionados sobre projetos para empregos, mobilidade urbana, tapa-buracos e obras antienchente

Depois de dois encontros em tom amistoso entre candidatos a prefeito de Rio Preto, a temperatura esquentou neste sábado, 27, em evento do MSU (Movimento Sindical Unificado). Falhas da gestão do prefeito Valdomiro Lopes (PSB) e críticas a Orlando Bolçone (PSB), que tem apoio do prefeito, marcaram a discussão. 

Os candidatos responderam perguntas de representantes de 15 sindicatos. Depois de uma primeira rodada com promessas variadas para criar empregos na cidade, o clima mudou quando o tema abordou a “saúde do trabalhador”. Edinho Araújo (PMDB) foi o primeiro a atacar Valdomiro. Ele falou sobre situação precária do Cerest (Centro de Referência em Saúde do Trabalhado), vinculado à Secretaria de Saúde. “Temos Cerest, que foi criado a pedido dos sindicatos. A pergunta é: este órgão atende os trabalhados, está a serviço dos deles? Ou é exercido por alguém que está por favor político, um cabide de emprego?”, disparou o deputado.

Kawel Lotti, do PSDC, pegou embalo e, na sequência, também reclamou do modelo de saúde atual. “Temos problema de prazos para consultas em todos os postos de saúde. Os maiores problemas do País, e das cidades, estão na ineficiência da gestão pública, que acomoda pessoas indicadas por partidos”, ressaltou.

Quando o presidente do MSU, Sérgio Paranhos, questionou os candidatos sobre plano de mobilidade urbana, transporte coletivo, serviços de tapa-buraco, abriu caminho para reclamações generalizada. Após ouvir críticas, Bolçone ficou na defensiva e saiu em defesa do modelo de transporte coletivo e das obras da atual gestão. “Temos a tarifa mais barata do Brasil. As empresas são multadas se não cumprirem horários”, disse.

Para os concorrentes, no entanto, a situação é distinta. “A manutenção da cidade não é permanente, é eleitoreira. Acontece sem metodologia. E tem um absurdo que aconteceu na Bady Bassitt (que passa por obras antienchente). A atual gestão pinta ruas, faz a sinalização e depois vai lá a empresa e quebra o asfalto. Gasta-se duas vezes”, afirmou Rillo.

Daniel Nhani (PCO) saiu do tradicional discurso contra “o golpe de Estado pelo qual passa o País” para também atacar o atual governo. “No Damha não tem buraco, nem no Alto Rio Preto, mas na periferia tem”, disse. Ele defende que o município assuma o transporte coletivo.

Para Edinho, as obras antienchente da Bady são exemplo de “como não fazer”. “É importante na questão antienchente, mas a metodologia é um exemplo de como não fazer. Quantos empresários quebraram”, disse. 

Kawel também atacou. “As obras aqui citadas (antienchente) ainda não mostraram a que vieram. Tivemos chuvas e vimos o que aconteceu”, disse sobre enchentes registradas em novembro nas avenidas Alberto Andaló e Bady Bassitt.

Carlos Arnaldo (PDT), por sua vez, afirmou que a cidade vive numa “buracolândia”. 

As queixas de candidatos opositores ao atual governo não se restringiram a Valdomiro. Rillo, ao falar sobre “ex-prefeito” (referia-se a Edinho) e “ex-secretário de Planejamento” (a Bolçone) também bateu. “Não dá para se orgulhar e falar ‘eu fui prefeito da cidade, eu planejei cidade. Na sua época não planejou nada porque continua faltando vaga em creche”, afirmou Rillo. 

Bolçone disse que sua proposta é ampliar o número de escolas e creches. “O sistema de Educação de Rio Preto é um dos mais eficientes do País.” 

“Não vi, em nenhum momento, o prefeito (Valdomiro) nestes oito anos querendo criar universidade federal”, reagiu Edinho. A maioria dos candidatos afirmou ser favorável à abertura do comércio na área central à noite. “Mas para ter alvará é preciso acordo com sindicato. Sou a favor, se o sindicato dos comerciários aprovar”, disse Carlos Arnaldo. Nhani divergiu. “Interesses entre patrão e trabalhador é inconciliável”, disse. 

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