Diário da Região

18/10/2016 - 00h00min

CÂMARA DE RIO PRETO

Pastor acusado de ser fantasma pede demissão

CÂMARA DE RIO PRETO

Johnny Torres Pastor Idekim Júnior pediu demissão após acusações de Rillo
Pastor Idekim Júnior pediu demissão após acusações de Rillo

O pastor Idekim de Oliveira Júnior pediu demissão do cargo de assessor da Diretoria Geral da Câmara de Rio Preto. Contratado em agosto pelo presidente da Casa, Fábio Marcondes, Idekim é acusado pelo vereador Marco Rillo (PT) de ser funcionário fantasma no Legislativo. A portaria de exoneração será publicada nos próximos dias no diário oficial do município.

Em setembro, Idekim Júnior recebeu salário de R$ 6,6 mil. O pedido de exoneração foi apresentado por ele na quinta, 13, a Marcondes, um dia antes de o petista ter denunciado o caso no Ministério Público. O pedido de exoneração foi confirmado nesta segunda-feira, 17, após questionamento apresentado pelo Diário. “Ingressei neste Legislativo Municipal há exatos 52 dias, desempenhado regularmente as atribuições que me foram confiadas”, escreveu o pastor na carta de demissão.

De acordo com o documento, Idekim Júnior classifica as acusações contra ele como sendo “falaciosas” e “levianas”. Ele não explicou na carta, no entanto, porque divulgou vídeo ao vivo pelo Facebook no dia 19 de setembro em horário durante o qual, em tese, deveria estar prestando serviços na Câmara. Por determinação do presidente do Legislativo, o ex-assessor também é alvo de processo administrativo por comissão formada por servidores da Casa. Idekim disse que recebeu a abertura do processo interno contra ele com “serenidade”.

 

Marco Rillo - 18102016 Vereador Marco Rillo, que levou caso para o Ministério Público

“Verifiquei no Departamento Pessoal e não havia registros do ponto dele, os horários de trabalho. O prontuário estava vazio”, afirmou Rillo ao dizer que não tem dúvidas de que o agora ex-funcionário não cumpria a jornada de trabalho. “Meu caráter foi forjado em princípios familiares, cristãos, e meu comportamento sempre foi e será reto e justo. Sou pastor evangélico e desenvolvo papel e ação importantes para a sociedade”, afirmou Idekim ao dizer ainda que se sente indignado com “mentiras” e “perseguições”.

Na carta, ele explica porque decidiu deixar cargo. “Por tudo isso, de forma respeitosa que sempre trato de tudo em minha vida, solicito meu desligamento imediato da Câmara, mantendo-me à disposição para esclarecimentos de todo e qualquer questionamento que paire sobre minha passagem nesta, fazendo questão de que o pano escuro usado pelos pérfidos para esconder a verdade, venha ao chão e que os justos reinem, tal qual o pai prometeu nas escrituras sagradas”, afirmou. Marcondes não se manifestou sobre o assunto até o fechamento desta edição.

Evangélico

O ex-assessor é filho de pastor que leva o mesmo nome e comanda igreja evangélica na cidade. Em um dos cultos, declarou apoio a Marcondes durante a campanha eleitoral deste ano.

 

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