Diário da Região

19/09/2017 - 15h35min

Rio

Para Barroso, é preciso concluir investigações antes de 'virar a página'

Rio

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, defendeu nesta terça-feira, 19, a conclusão das investigações dos casos de corrupção do País antes de "virarmos a página". "Se virarmos a página antes de fatos relevantes terem sido concluídos, analisados, não nos beneficiaremos das lições que a história pode nos trazer", afirmou em palestra na 8.ª Conseguro, feira do setor de seguros promovida pela Confederação Nacional das Empresas Seguradoras (CNseg), no Rio. Na quarta-feira, 20, o plenário do STF decide se acata recurso da defesa do presidente Michel Temer (PMDB) que pede suspensão da análise da segunda denúncia contra o peemedebista até que novos áudios de delatores do grupo J&F juntados aos autos sejam totalmente analisados. A denúncia contra Temer chegou ao STF na quinta-feira, 14, mas o relator, ministro Edson Fachin, já havia decidido que o plenário deve dar a última palavra sobre a solicitação dos advogados de Temer. O ministro do STF destacou que a corrupção que houve no Brasil não foi fruto de alguns equívocos pessoais e envolveu diversas esferas da sociedade, como a iniciativa privada e partidos políticos, se tornando um fenômeno que se irradiou a ponto de ser naturalizado. "Foi um pacto oligárquico de saque ao Estado, que envolveu a iniciativa privada", disse o ministro. Apesar da gravidade do quadro, o ministro do STF afirmou não ter se deixado contaminar pela onda de negatividade que atingiu o País. "Derrotamos a ditadura, a inflação, a pobreza extrema. Não há por que achar que a corrupção seja um desafio que não possamos vencer. A fotografia do momento brasileiro pode não ser particularmente inspiradora, mas gostaria de dizer que o filme é um filme bom. E se nós acertamos o passo vai ter um final feliz", afirmou. Esse combate à corrupção, na visão de Barroso, não passa por uma excessiva tipificação de delitos, mas com uma educação de qualidade, distribuição justa de renda e um debate democrático de qualidade. "Não sou uma das pessoas que têm visão punitiva da vida, porém um direito penal absolutamente ineficiente, incapaz de enfrentar o colarinho branco criou um País de ricos delinquentes em que as pessoas são honestas ou desonestas se quiserem. É essa página que temos que virar", afirmou. O ministro também falou da necessidade de se buscar uma mudança de patamar ético, público e privado, e de ao mesmo tempo evitar o que chamou de "Estado policial". "É preciso evitar Estado policial, mas o Estado que pune o empresário que paga propina para ganhar licitação não é Estado policial, mas de justiça", destacou. "Estamos enfrentando essa imensa crise ética, imensa crise política e imensa crise econômica, mas minha fé é que esse seja um momento de refundação do País", disse.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha?
Não lembro a minha senha!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso