Diário da Região

06/09/2017 - 00h00min

R$ 33,5 milhões

PF acha malas com dinheiro em ‘bunker’ ligado a Geddel

R$ 33,5 milhões

Divulgação/Polícia Federal Caixas e malas com dinheiro
Caixas e malas com dinheiro

Em mais uma fase da Operação Cui Bono, desdobramento da Lava Jato, a Polícia Federal fez busca na manhã desta terça-feira, 5, em um imóvel, em Salvador, que seria usado pelo ex-ministro Geddel Vieira Lima (PMDB). No local, apontado pela Polícia Federal como um “bunker” para armazenagem de dinheiro em espécie, foram encontrados pelo menos R$ 33,5 milhões em notas de R$ 50 e R$ 100, distribuídos em oito caixas e seis malas - o valor pode ser ainda maior uma vez que até o fechamento desta edição a contagem não havia sido finalizada.

Batizada de Tesouro Perdido, a ação foi autorizada pelo juiz Vallisney de Souza Oliveira, da 10.ª Vara Federal de Brasília, e teve como objetivo avançar na investigação sobre a suposta organização criminosa que atuava na vice-presidência de pessoa jurídica da Caixa Econômica Federal, entre 2011 e 2013, quando Geddel ocupava o cargo. A suspeita dos investigadores é que o dinheiro encontrado esteja relacionado à propina recebida pelo peemedebista para liberar financiamentos e empréstimos da Caixa a grandes empresas.

O ex-ministro de Michel Temer foi preso em uma das fases da Cui Bono, em 3 de julho, mas após decisão do Tribunal Regional Federal da 1.ª Região (TRF-1) foi transferido para prisão domiciliar cumprida, atualmente, em Salvador. Geddel não está usando tornozeleira eletrônica, que está em falta no Estado.

Ao autorizar a operação, o juiz federal afirmou que Geddel “estava fazendo uso velado do aludido apartamento, que não lhe pertence, mas a terceiros, para guardar objetos/documentos”. Na decisão, o juiz Vallisney ainda destaca que a Polícia Federal foi informada sobre a existência do local por meio de uma ligação telefônica.

Em nota, após a busca no apartamento 201 do Residencial José da Silva Azi, na Rua Barão de Loreto, na Graça, bairro nobre de Salvador, a PF explicou que “após investigações decorrentes de dados coletados nas últimas fases da Cui Bono, os investigadores chegaram a um endereço que seria, supostamente, usado por Geddel Vieira Lima como bunker para armazenagem de dinheiro em espécie”. A reportagem entrou em contato com o advogado Gamil Föppel, que representa o ex-ministro Geddel, mas ele não respondeu às ligações até o fechamento desta edição.

 

 

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