Diário da Região

19/08/2017 - 00h00min

CIDADÃO RIO

Vaccarezza é preso em operação Lava Jato

CIDADÃO RIO

Arquivo/Câmara Municipal de Rio Preto Ex-prefeito Valdomiro participou de homenagem a Vaccarezza, proposta por Larranhaga (dir)
Ex-prefeito Valdomiro participou de homenagem a Vaccarezza, proposta por Larranhaga (dir)

O ex-deputado Cândido Vaccarezza (ex-PT) foi preso nesta sexta-feira, 18, pela Polícia Federal em nova etapa da Lava Jato. O ex-líder dos governos Luiz Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff na Câmara é investigado pelo recebimento de US$ 500 mil do esquema na Petrobrás.

Vaccarezza foi preso em São Paulo por ordem do juiz Sérgio Moro. O ex-deputado federal é amigo do ex-prefeito Valdomiro Lopes (PSB) e foi homenageado pela Câmara o título de cidadão rio-pretense em junho de 2014, concedido pelo ex-vereador Márcio Larranhaga. “Vi a notícia. Torço para que ele (Vaccarezza) prove a sua inocência”, afirmou Valdomiro. “Ele nos ajudou a trazer recursos para Rio Preto”.

Em julho, o Diário revelou que Valdomiro Lopes (PSB) é alvo de inquérito policial que investiga denúncia de fraude, direcionamento e superfaturamento na contratação da empresa Works Construção e Serviços Ltda durante seu governo - entre 2009 e 2016. A Polícia Civil apura informação que Vaccarezza teria conhecido Rogério de Souza Phelipe, um dos representantes da empresa, por intermédio de Valdomiro.

Durante a operação foram cumpridas ordens judiciais das fases 43 (Sem Fronteiras) e 44 (Abate) da Lava Jato. As duas etapas da investigação foram deflagradas simultaneamente. Vaccarezza foi alvo da Operação Abate.

Segundo o Ministério Público Federal no Paraná, o ex-deputado, líder do PT na Câmara de janeiro de 2010 a março de 2012, usou a "influência decorrente do cargo" em favor da contratação de uma empresa americana pela Petrobras, o que resultou na celebração de 12 contratos, entre 2010 e 2013, no valor de US$ 180 milhões.

A empresa fornecia asfalto para a estatal brasileira e foi citada na delação do ex-diretor da companhia Paulo Roberto Costa "Na divisão das propinas, há documentos indicando seu direcionamento tanto para a ‘casa’ (funcionários da Petrobrás) como para o ‘PT’. Os valores devidos ao partido, totalizando cerca de US$ 500 mil, foram destinados em grande parte a Vaccarezza", disse a força-tarefa.

Moro ordenou o bloqueio de R$ 6 milhões de Vaccarezza e de mais seis investigados. O delegado da PF Filipe Hille Pace afirmou ainda que "chamou a atenção a quantidade de dinheiro" que o ex-deputado mantinha em casa - R$ 122 mil - sem justificativa. "Não identificamos o porquê do dinheiro (em casa)", disse o delegado.

O advogado de Vaccarezza, Marcellus Ferreira Pinto, afirmou, em nota, que o ex-deputado "nunca intermediou qualquer tipo de negociação entre empresas privadas e a Petrobrás". Segundo o advogado, a prisão foi decretada com base em delações "contraditórias". O PT disse desconhecer a investigação relativa ao ex-filiado.

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