Diário da Região

23/06/2017 - 16h24min

'EU SOU VACILÃO'

MP denuncia homens que fizeram tatuagem na testa de adolescente

'EU SOU VACILÃO'

Divulgação Tatuagem feita na testa de adolescente
Tatuagem feita na testa de adolescente

O Ministério Público denunciou à Justiça os homens acusados de tatuar na testa de um adolescente a seguinte frase: "eu sou ladrão e vacilão". O caso virou meme na internet e se alastrou como brincadeira na testa vários políticos, como o presidente Michel Temer (PMDB), do senador afastado Aécio Neves (PSDB) e do ex-presidente Lula. 

A promotora de Justiça Giovana Ortolano Guerreiro Garcia, de São Bernardo do Campo, protocolou denúncia contra os tatuadores Ronildo Moreira de Araújo e Maycon Wesley Carvalho dos Reis. 

De acordo com a denúncia, o crime aconteceu no último dia 9 de junho, no centro da cidade. "O adolescente, após fazer uso de drogas, entrou na pensão onde moram os dois denunciados e mexeu em uma bicicleta. Araújo presumiu que ele estivesse tentando roubar a bicicleta, que pertence a um morador do local. Com a ajuda de Carvalho, levou o adolescente para o interior de um cômodo, onde ambos resolveram tatuar sua testa. Depois disso, os denunciados ainda cortaram o cabelo da vítima a fim de que não pudesse esconder as marcas", consta em nota emitida pela assessoria do MP. .
 
De acordo com o MP, Araújo e Carvalho também forçaram o adolescente a gravar um vídeo, confessando a prática do crime e dizendo que gostou da tatuagem. "Depois, o vídeo foi divulgado na internet, submetendo a vítima a condição vexatória", consta na nota.
 
A ação foi protocolada na 5º Vara Criminal de São Bernardo. A acusação tem como base os artigos 129, §2º, inciso IV (ofender a integridade corporal ou a saúde de outrem, quando resulta em deformidade permanente), artigo 146 (constranger alguém, mediante violência ou grave ameaça, ou depois de lhe haver reduzido, por qualquer outro meio, a capacidade de resistência, a não fazer o que a lei permite, ou a fazer o que ela não manda) e 147 (ameaçar alguém, por palavra, escrito ou gesto, ou qualquer outro meio simbólico, de causar-lhe mal injusto e grave), na forma do artigo 69 (quando o agente, mediante mais de uma ação ou omissão, pratica dois ou mais crimes, idênticos ou não, aplicam-se cumulativamente as penas privativas de liberdade em que haja incorrido), combinados com o artigo 29 (quem, de qualquer modo, concorre para o crime incide nas penas a este cominadas, na medida de sua culpabilidade), todos do Código Penal.

 

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