Diário da Região

30/03/2017 - 00h00min

EDSON GOMES

Prefeito diz que vai administrar Ilha Solteira de dentro da cadeia

EDSON GOMES

Douglas Cossi Fagundes/Ilha de Notícia Edson Gomes, no camburão da Polícia Civil, ao ser preso
Edson Gomes, no camburão da Polícia Civil, ao ser preso

Preso desde anteontem pela Polícia Civil, o prefeito Edson Gomes (PP) afirma que vai comandar a administração de Ilha Solteira mesmo de dentro da cadeia. Ele está preso no Centro de Ressocialização de Araçatuba, acusado de participar de esquema de fraude em licitação. O Executivo está sendo administrado pelo filho dele, o vice-prefeito Otávio Gomes.

Ao ser questionado por um repórter da “Folha da Região”, de Araçatuba, sobre quem vai mandar na prefeitura enquanto ele permanece preso - ele ou o filho - , Edson Gomes respondeu: “Os dois, vamos trabalhar conjuntamente”. Gomes se recusou a dizer onde permaneceu enquanto estava foragido. Ele só se entregou porque terminava o prazo para ele assumir a cadeira de prefeito. “Estive em vários lugares. Vamos manter em sigilo”, afirmou o prefeito preso.

Gomes, que já atuou como deputado estadual, tenta obter um habeas corpus nos próximos 20 dias para assumir o cargo em definitivo. Ele nega as acusações feitas pelo Ministério Público. “Fizemos tudo de maneira lícita. Vamos provar na Justiça que somos inocentes e que não fizemos nada ilícito e não devemos nada para o erário”, afirmou o prefeito ao jornal. “Vamos pegar firme no desenvolvimento da cidade. Vamos melhorar a Saúde e Educação”, disse o prefeito preso no mesmo dia da posse.

O pedido de prisão foi apresentado à Justiça pelo MP. Segundo ação na Justiça, entre outubro de 2010 a agosto de 2011, quando Edson Gomes também administrava a cidade, a prefeitura firmou 22 contratos com fortes indícios de fraude.

“Dos contratos, 20 foram realizados com dispensa de licitação e dois por meio de convite. No período, o município repassou à firma (investigada) cerca de R$ 463 mil”, diz o MP. Para efeitos de comparação, a Promotoria de Justiça de Ilha Solteira destacou que a mesma empresa, em um ano, prestou serviços a outras prefeituras de pequenos municípios, totalizando um valor de pouco mais de R$ 22 mil. O pedido de prisão é porque Gomes estaria obstruindo as investigações do caso.

 

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