Diário da Região

04/01/2017 - 00h00min

BARBÁRIE EM PRESÍDIOS

Confronto põe SP e Rio em alerta

BARBÁRIE EM PRESÍDIOS

O governo do Amazonas decidiu reativar uma cadeia para transferir e manter em segurança detentos ligados ao Primeiro Comando da Capital (PCC), que estão recebendo ameaças após as 60 mortes registradas neste fim de semana em duas prisões de Manaus. Segundo autoridades que investigam o crime organizado, a medida apenas encerra um capítulo da guerra declarada entre o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Em São Paulo e no Rio, berços desses grupos, a atenção sobre os líderes dentro das cadeias foi redobrada, para evitar represálias pelo País.

Segundo o Serviço de Inteligência da polícia do Amazonas, 98% da população carcerária - cerca de 10 mil detentos - pertencem à organização Família do Norte (FDN), aliada do CV e responsável pelo massacre. Depois das mortes e das transferências, acredita-se que a situação local está controlada - e uma reação do PCC no Estado está descartada.

A guerra entre o PCC e o CV se intensificou em junho, depois do assassinato do narcotraficante Jorge Rafaat Toumani, de 56 anos. O "rei do tráfico" sofreu uma emboscada na fronteira com o Paraguai e o atentado é atribuído a integrantes do PCC. Segundo investigações do Ministério Público Estadual (MPE), o PCC então não dividiu o domínio do tráfico, o que motivou o racha com o CV

Na sequência, chegaram a 18 os presos mortos em rebeliões em presídios de Boa Vista (Roraima) e Porto Velho (Rondônia), em outubro. Depois, o sistema prisional do Rio teve de transferir integrantes do PCC para presídios ocupados por inimigos do CV. Em São Paulo, o Primeiro Comando chegou a fazer um levantamento de quantos presos de facções de outros Estados estão no sistema para uma eventual represália.

Segundo o promotor Lincoln Gakiya, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado, investigações detectaram que o PCC está em todos os Estados, mas enfrenta forte resistência no Norte e no Nordeste. A FDN decidiu acabar com o PCC no Estado. Mas não se sabe como o PCC reagirá. “A situação se agrava quando o poder público tem de equacionar facções criminosas rivais em um espaço pequeno e muito limitado. É uma tragédia anunciada”, afirma a desembargadora Ivana David, juíza corregedora por dez anos e especialista em crime organizado.

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