Diário da Região

28/01/2017 - 00h00min

PRESSÃO DO ALTO

Procurador diz que governo de MT age em favor de Padilha

PRESSÃO DO ALTO

José Cruz/Agência Brasil Padilha: acusado pelo Ministério Público de invadir terras no Estado
Padilha: acusado pelo Ministério Público de invadir terras no Estado

O procurador-geral de Justiça em exercício de Mato Grosso, Luiz Alberto Esteves Scaloppe, acusou o ministro da Casa Civil, Eliseu Padilha (PMDB), e o governador Pedro Taques (PSDB) de atuarem para tentar reverter uma ação do Ministério Público do Estado por crime ambiental. Padilha e seus sócios tiveram cerca de R$ 180 milhões bloqueados em bens bloqueados no processo.

“Quem invade indevidamente é grileiro, é assim que a gente chama”, disse Scaloppe sobre Padilha em uma entrevista à imprensa em Cuiabá anteontem. O ministro foi alvo de uma ação do MP que aponta a participação de uma de suas empresas em desmatamentos, pecuária irregular e alojamentos para trabalhadores rurais em condições degradantes no Parque Estadual Serra de Ricardo Franco.

Scaloppe acusa o governo mato-grossense de ter colocado a Procuradoria-Geral do Estado a serviço da defesa de interesses particulares do ministro. O governo conseguiu derrubar uma liminar que obrigava o Estado a adotar providências para a efetiva regularização do parque estadual.

“Considero uma indignidade o governo do Estado de Mato Grosso agir em defesa de interesses privados em detrimento do bem público relevante que é o Parque Serra de Ricardo Franco”, disse o procurador. A tensão entre o MP, Padilha e o governador começou após uma reunião convocada pelo governo com a promotora que atua no caso, Regiane Soares Aguiar.

“Quando saímos do Palácio do Governo, a doutora Regiane me disse: tem alguém muito forte por trás, porque é muita dedicação. E quando vimos era realmente a Presidência da República, ou alguém que está na Presidência movendo seus pauzinhos”, afirmou o procurador.

Andamento

Segundo Scaloppe, após a ação proposta pela promotora contra uma empresa que tem Padilha como sócio, as coisas começam a acontecer. “Pressões, reações, ações do governo. Isso é lamentável”, disse o procurador de Justiça.

“O ministro Padilha está ocupando irregularmente o parque, que é uma unidade de conservação. Deduzo que ele não tenha consciência ambiental de que está fazendo isso, além das pressões, que temos notícias, que ele faz para permanecer no parque. O que melhor faria o ministro, para dar um exemplo nacional, era aceitar o Termo de Conduta oferecido pelo parque, é bom que se entenda isso. Nesse acerto ele daria um exemplo de que iria cumprir as normas, de acordo com a Constituição e as leis brasileiras”, afirma Scaloppe.

Nesta sexta-feira, o Ministério Público estadual protocolou agravo de instrumento na tentativa de reverter a decisão que suspendeu os efeitos da liminar que obrigava o Estado de Mato Grosso a adotar providências para a efetiva regularização do Parque Serra de Ricardo Franco.

Situado no extremo oeste do Estado, no município de Vila Bela da Santíssima Trindade, na fronteira com a Bolívia, o Parque Serra de Ricardo Franco é uma Unidade de Conservação com 158 mil hectares e possui ambientes de floresta com espécies arbóreas de grande e pequeno porte e de cerrado que ocupa a maior parte da sua área, além de ambientes de Pantanal ao longo do Rio Guaporé que compõe sua zona de amortecimento.

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