Diário da Região

28/01/2017 - 00h00min

CORRUPÇÃO

Justiça bloqueia R$ 158 mil de Eike e R$ 57 mi de aliado

CORRUPÇÃO

Fábio Pozzebom/ABr Eike Batista, que está foragido da política desde quinta-feira
Eike Batista, que está foragido da política desde quinta-feira

A Justiça Federal no Rio bloqueou R$ 158 mil em contas do empresário Eike Batista, caçado em todo o mundo pela Interpol, a Polícia Internacional. Nas contas de Flávio Godinho, vice-presidente de futebol do Flamengo e braço direito de Eike, o congelamento de ativos alcançou R$ 57 milhões.

Ao todo, o confisco alcançou R$ 67 milhões dos alvos da Operação Turbulência – além de Eike e Godinho, outros investigados tiveram valores congelados. O bloqueio foi decretado pela 7 ª Vara Federal do Rio. Eike e Godinho são alvos da Operação Eficiência, deflagrada nesta quinta­feira, 26, pela Polícia Federal e pela Procuradoria da República.

Eficiência é desdobramento da Lava Jato no Rio que mira também o ex­governador Sérgio Cabral (PMDB). Os investigadores sustentam que Eike pagou US$ 16,5 milhões em propinas para Cabral.

Só um décimo

Desses US$ 16,5 milhões, apenas um décimo foi recuperado. Os valores foram repassados em ações da Vale, da Petrobrás e da Ambev e, ao liquidar os papéis, somente US$ 1,6 milhão (R$ 5,4 milhões) foi arrecadado pelo Ministério Público Federal. O montante é 10% do valor investido nos papéis e uma parcela pequena dos cerca de R$ 270 milhões repatriados até agora pela força-tarefa da Lava Jato no Rio de Janeiro.

“Por opção de Cabral, os US$ 16,5 milhões foram investidos em ações. O que se conseguiu recuperar dessa conta da (empresa) Arcadia no (banco) Winterbotham é um valor muito pequeno porque boa parte do que foi aplicado nas ações evaporou”, disse o procurador da República Sérgio Pinel. Ele afirmou que no fim do ano passado a força-tarefa solicitou a liquidação dos papéis restantes na conta e a repatriação do valor correspondente.

Segundo os procuradores, a empresa Arcadia Associados, de Renato Chebar, foi usada para dar aparência de legalidade ao repasse de Eike. Operadores do mercado financeiro, Chebar e seu irmão, Marcelo, procuraram o MPF após a Operação Calicute e assinaram um acordo de delação premiada que embasou a Operação Eficiência. Deflagrada anteontem, ela apura a ocultação e lavagem de mais de US$ 100 milhões (R$ 340 milhões) no exterior pelo grupo de Cabral.

As investigações apontam que a Arcadia Associados mascarou o repasse a Cabral firmando um contrato de fachada com a Centennial Asset Mining Fund LLC, holding de Eike. Pelo contrato, a Arcadia prestou assessoria à Centennial na compra do controle da mineradora canadense Ventana Gold. Eike fechou o negócio por US$ 1,5 bilhão. A Ventana detém minas de ouro na Colômbia. A consultoria da Arcadia, porém, jamais ocorreu.

Segundo Renato Chebar, Cabral pediu, num encontro em Nova York, em 2011, que a conta Golden Rock comprasse ações da Petrobrás para concretizar a operação. O operador recomendou que também fossem compradas ações da Vale e da Ambev.

A Centennial fez o pagamento por meio da conta Golden Rock, no TAG Bank, sediado no Panamá. A ideia inicial da “engenharia financeira” era que a Arcadia abrisse uma conta no mesmo banco, o que não foi possível. Assim, a empresa recebeu os valores numa conta do banco Winterbotham, no Uruguai.

Advogado

O advogado de Eike, Fernando Martins, esteve nesta sexta-feira, na Superintendência da Polícia Federal no Rio e no Ministério Público Federal. Ao delegado Tácio Muzzi, responsável na PF pelas investigações, o defensor reafirmou a disposição de seu cliente de se entregar à Justiça. Mas não foi revelado detalhes sobre uma eventual apresentação de Eike. Ele teve a prisão decretada no dia 13 de janeiro, mas o mandado só foi “para a rua” nesta quinta-feira, 25, quando foi deflagrada a Operação Eficiência. Na terça, o empresário embarcou para Nova York. Desde então, não há informações a seu respeito.

O MPF afirmou oficialmente que “não há esse canal com a defesa” do empresário por ora e negou que Martins tenha se reunido com procuradores da força-tarefa da Lava Jato no Rio.

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