Diário da Região

05/07/2016 - 00h00min

ATLETISMO

Altobeli leva segundo ouro no Troféu Brasil

ATLETISMO

Fernanda Paradizo/CBAt Altobeli Silva, 25 anos, disputará o Ibero-Americano no final de semana, no Rio
Altobeli Silva, 25 anos, disputará o Ibero-Americano no final de semana, no Rio

Medalha de ouro na prova dos 5 mil metros no Troféu Brasil de Atletismo, o catanduvense Altobeli Santos da Silva ficou longe do índice olímpico, domingo, em São Bernardo. Eel percorreu a distância em 13m56s; à frente de Eder Uillian, que cravou 13m58s e levou a prata, e do terceiro colocado Ederson Vilela Pereira, com 14m03s. O índice para garantir vaga nos Jogos do Rio de Janeiro é de 13m25s.

Altobeli já havia garantido índice para a prova dos 3 mil metros com obstáculos e, na final dessa prova, sábado, conquistou o ouro com o tempo de 8m29s, ficando 0s92 abaixo do índice. “Corri sozinho, no final senti bastante o cansaço e não consegui alcançar o recorde (de Clodoaldo do Carmo, de 8m27s)”, disse Altobeli.

Jean Carlos Machado e Gladson Barbosa completaram o pódio dos 3 mil metros com barreiras, respectivamente, com 8m51 e 8m53.

Sem meta

Com seis possibilidades de medalhas e torcendo para que pelo menos uma delas se consolide em pódio, a Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt) preferiu não estipular uma meta para os Jogos Olímpicos. A entidade trata como conquista o fato de a delegação, com 66 atletas confirmados até agora, ser a maior da história, e se baseia nisso para se esquivar de traçar um objetivo para agosto.

“Para pensar em medalha, você precisa ter grande quantidade de atletas participando dos Jogos e nós atingimos isso. Depois, precisa colocar o maior número de atletas em finais. Depois, eles precisam fazer as melhores marcas. Quantas medalhas vamos ganhar não é possível falar”, diz Antônio Carlos Gomes, superintendente de alto rendimento da CBAt.

No cargo desde 2013, ele argumenta que teve só três anos para preparar a equipe olímpica que estará no Rio. Reduzindo as marcas mínimas necessárias para a qualificação para os Jogos, adotando os índices da Associação das Federações Internacionais de Atletismo (IAAF), o Brasil inflou sua delegação.

No Mundial de 2015, por exemplo, o Brasil só teve três Top 8 (uma prata e dois sextos lugares), o que o atletismo considera como “final”. Em 2013, haviam sido sete (todas de quinto lugar para baixo). Para a Olimpíada, nem uma meta de finais foi traçada.

A maioria absoluta dos 53 atletas que se classificaram para provas individuais conseguiram o índice apenas uma vez desde 1º de maio do ano passado e têm tudo para serem figurantes na Olimpíada. Poucos são os casos de atletas que regularmente obtêm resultados acima do mínimo exigido para estar no Rio.

Quatro são candidatos à medalha. Fabiana Murer bateu o recorde sul-americano do salto com vara (4,87m) e lidera o ranking mundial da temporada ao ar livre. Thiago Braz saltou pouco este ano, mas é o quarto do mundo. Na marcha atlética, Erica Sena ficou em 4º e Caio Bonfim em 8º no Mundial, há dois meses, em Roma (Itália).

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