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28/07/2017 - 00h00min

HALL DA FAMA

Marino Manella será homenageado em São Paulo

HALL DA FAMA

Johnny Torres 27/7/2017 Sala da casa do ‘Seu Marino’ mais parece um museu com troféus, medalhas e bolas de basquete
Sala da casa do ‘Seu Marino’ mais parece um museu com troféus, medalhas e bolas de basquete

Quando se fala de basquete em Rio Preto o primeiro nome que vem à cabeça do rio-pretense é Marino Manella. Com 80 anos de idade, 68 deles dedicados ao basquete, atuando como jogador, técnico e dirigente, “Seu Marino” será imortalizado no Hall da Fama da Federação Paulista de Basketball. 

O evento será realizado na próxima segunda-feira, 30, na Câmara dos Vereadores de São Paulo. “Eles enxergaram tudo que fiz pelo esporte, então tem uma sensação infinita de felicidade”, comentou Marino, fundador e presidente do América/Unirp/Rodobens/Smel/3M. 

O homem que ‘chora por causa de um troféu e uma medalha’ nasceu em Cravinhos e passou por Jales antes de chegar a Rio Preto, em 1975. Marino carrega na bagagem e no currículo os mais de 300 troféus e medalhas conquistadas na carreira dedicada ao basquete – uma das mais longevas do esporte no Brasil, segundo a Confederação Brasileira de Basquete. “Conquistamos os Jogos Regionais por três vezes seguidas – 1966, 1967 e 1968 – e por isso levamos o troféu. Foi, sem dúvidas, um dos grandes momentos da minha vida”, comentou. 

Mais de três mil atletas tiveram contato com o dirigente Marino Manella. “Um dos grandes jogadores que revelei foi o José Aparecido, o Joy, atleta Olímpico em 1968 e 1972”, explicou.

Com orçamento enxuto, ele garimpa todos os anos atletas no Estados Unidos. Em 2012, por exemplo, acertou a mão com o Rashaun McLemore. Depois de boas atuações pelo time rio-pretenses chegou ao NBB (Novo Basquete Brasil). Para os americanos, sem espaços na NBA, jogar no NBB é a possibilidade de multiplicar o salário e consolidar uma carreira

Desde 2003 dirige o time de basquete América, cujo treinador é seu neto Marininho Manella, um dos únicos da família que segue no esporte. “Sou chato com ele e cobro. Outro dia discuti o problema de uma marcação do time”, comentou Marino.

Para o neto, o avô é inspiração. “Sempre foi inspirador, pela carreira e prestígio no basquete e pela seriedade com os atletas”, disse o neto. 

Em relação ao basquete, “Seu Marino” tem um lema que costuma usar com todos a sua volta. “O foco sempre é dar condição do cara evoluir como puder, primeiro o homem e o cidadão, depois o atleta e como consequência, a conquista”, finalizou Marino.

(Colaborou Victor Stok)

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