Diário da Região

24/05/2017 - 00h00min

CORRUPÇÃO

Polícia prende espanhol e mira Teixeira

CORRUPÇÃO

Arquivo Ex-presidente do Barça Sandro Rossell, que foi preso, e Ricardo Teixeira teriam lucrado R$ 49 milhões
Ex-presidente do Barça Sandro Rossell, que foi preso, e Ricardo Teixeira teriam lucrado R$ 49 milhões

Vários amistosos da Seleção Brasileira foram usados para lavar dinheiro e desviar recursos, usando bases no Catar e contas secretas em Andorra. É o que revelam investigações realizadas na Espanha com a ajuda do FBI na chamada “Operação Rimet”. A polícia espanhola prendeu nesta terça-feira Sandro Rosell, ex-presidente do Barcelona e parceiro de Ricardo Teixeira, o ex-presidente da CBF que é considerado pelos espanhóis o cabeça do esquema.

No total, cinco pessoas foram detidas e os policiais fizeram buscas e apreensões em endereços em Barcelona, Andorra e outras duas cidades da região. A operação na casa de Sandro Rosell durou 10 horas, com questionamentos e acesso a computadores, celulares e arquivos.

O centro da investigação é o esquema de lavagem de dinheiro que Sandro Rosell manteve com a CBF. A suspeita é de que ele e Ricardo Teixeira tenham lucrado US$ 15 milhões (R$ 49 milhões) com a venda de direitos de imagem dos amistosos do Brasil a uma empresa do Catar. Dali, o dinheiro era desviado para uma conta em Andorra, onde Teixeira chegou a ter residência.

A companhia do Catar está sendo investigada para determinar se tinha relações com a ISE, empresa árabe com sede nas Ilhas Cayman que a partir de 2006 passou a deter os direitos de organizar amistosos da Seleção. Investigadores indicaram que as suspeitas apontam que os jogos foram usados como pretexto para que a dupla de cartolas emitisse contratos e notas falsas para justificar pagamentos, lavando dinheiro.

Assim, recursos obtidos de forma irregular entravam em suas contas de forma legítima. Outra suspeita é de que uma parcela do dinheiro que deveria ir para a CBF acabava nas contas dos dirigentes.

O ex-presidente do Barcelona ainda estava sendo investigado nos Estados Unidos por seu envolvimento com contratos entre a Nike, da qual foi diretor, e a CBF. O FBI investiga o desvio de US$ 20 milhões (R$ 65,7 milhões) para contas secretas de Ricardo Teixeira, então presidente da CBF.

A suspeita é de que a Nike tenha pago propina de US$ 40 milhões (R$ 131 milhões) em conta na Suíça para fechar um contrato com a CBF para patrocinar a Seleção. Uma parcela foi para Teixeira e outra para o rio-pretense J. Hawilla, que teria intermediado o contrato.

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