Diário da Região

01/06/2015 - 11h24min

Mais caro

Cesta básica atinge seu maior valor em Rio Preto

Mais caro

Sergio Isso/Arquivo Entre os alimentos pesquisados, o tomate foi o vilão, com a maior alta do período (Foto: Sergio Isso/Arquivo)
Entre os alimentos pesquisados, o tomate foi o vilão, com a maior alta do período (Foto: Sergio Isso/Arquivo)

Comer em Rio Preto nunca foi tão caro. Em maio, o preço da cesta básica rio-pretense atingiu o seu maior valor na história da pesquisa realizada pela Faculdades Integradas Dom Pedro 2º. Com uma alta de 3,62%, o custo médio da alimentação ultrapassou a casa dos R$ 1 mil pela primeira vez, cotado a R$ 1.025,82.

Levando em consideração o salário médio do rio-pretense, que era de R$ 2.074,82 em 2013, data do último dado divulgado pelo Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), a alimentação estaria corroendo quase metade dos ganhos mensais da população, sobrando R$ 1.049 para as outras despesas. Além disso, o valor da cesta básica em maio ficou bem acima do salário mínimo nacional, hoje de R$ 788, e também do paulista, que é de R$ 905.

Segundo o economista Hipólito Martins Filho, responsável pela pesquisa, as altas registradas nos últimos meses continuam surpreendendo. “Depois do que presenciamos em março e abril, com elevações de 4,29% e 2,87%, respectivamente, esperávamos por um momento de estabilidade, pelo menos. Poderia não cair, mas não achamos que fosse ter uma variação tão alta novamente.”

As razões continuam sendo as mesmas de meses anteriores: os preços administrados, como a energia elétrica e os combustíveis, continuam pressionando, assim como aumento nos impostos e as incertezas do mercado, que contribuem para a precificação, mesmo quando desnecessária. “Além do aumento real existente, lojistas usam a incerteza do mercado e o pessimismo para elevar os preços ainda mais que o necessário”, afirma o economista. Entre os 15 produtos analisados pela pesquisa mensalmente, dez tiveram variações positivas no mês de maio. 

O tomate foi o principal responsável pela alta, 9,81% mais caro no período, seguido pela carne, cujo preço subiu 4,86%. Em terceiro lugar estava o frango, com alta de 4,71%. Já entre os cinco produtos que ficaram mais baratos no período, a margarina foi o que registrou a maior queda, -2,18%, seguido pela banana, -1,98% e o pelo feijão, -1,58%. “A única opção que resta ao consumidor é pesquisar e mudar hábitos. Trocar produtos, investir em marcas mais baratas, comprar produtos da época e apostar em promoções e feirinhas de supermercados”, aconselha Martins Filho.

Acumulados

Em apenas cinco meses, a cesta básica de Rio Preto chegou a um acumulado de 15,03%, quase três vezes mais que a inflação acumulada da cidade até abril, que era de 5,306%. No acumulado de 12 meses, a cesta chegou a 7,422%.

Com relação aos alimentos, no acumulado dos últimos 12 meses, de junho de 2014 até maio de 2015, apenas três dos 15 analisados possuem variações negativas (leite, -4,88%; pão francês, -1,85%; e farinha de trigo, -0,67%). Entre os 12 restantes, as altas mais significativas são da batata (26,5%), do feijão (22,02%), do tomate (21,99%) e da laranja (20,03%).

Salário mínimo

Com o preço mais alto da cesta básica na história da pesquisa desde o Plano Real, o salário mínimo ideal também chegou a seu maior patamar. Em maio, para uma família de quatro pessoas seria necessário um salário mínimo de R$ 2.851,10, afirma a professora de matemática estatística Patrícia de Souza Correia Menandro, também responsável pela pesquisa.

Além disso, maio também teve a menor variação entre os preços. “A diferença entre os mais caros e mais baratos ficou em 24,78%, algo que não me lembro de ter visto antes na pesquisa. Isso quer dizer que os alimentos mais baratos não estão tão baratos assim”, afirma. “É uma prova de que a alimentação está cara em todos os lugares, afetando todo mundo”, conclui o economista.

 

 

 

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