Diário da Região

03/12/2015 - 09h21min

Brasília

Na ata do Copom, câmbio em cenário de referência passa de R$ 3,85 para R$ 3,80

Brasília

Em ata divulgada na manhã desta quinta-feira, 3, o Comitê de Política Monetária (Copom) informou que mudou sua premissa para o câmbio de R$ 3,85 para R$ 3,80 pelo cenário de referência. Apesar da baixa, o novo valor considerado para o dólar está acima do negociado no dia em que o colegiado decidiu manter a Selic em 14,25% ao ano pela terceira vez, embora a utilização de uma referência mais baixa para o câmbio seja recorrente nos documentos do Banco Central. Na quarta-feira passada, o dólar à vista fechou em R$ 3,7422. O dólar futuro para dezembro, no mesmo dia da reunião, fechou em R$ 3,7480. O realinhamento dos preços domésticos em relação aos internacionais - via alta do dólar - vem sendo apontado pelo BC como um dos principais fatores de pressão para a inflação no curto prazo ao lado do ajuste de preços administrados ou monitorados pelo governo. Além de promover a rolagem integral dos vencimentos de contratos de swap cambial e de também rolar os prazos para leilão de linha, o BC colocou recursos novos no mercado por meio de mais swap e linha para tentar conter a volatilidade da moeda norte-americana. Preços administrados Na ata, o Banco Central revisou mais uma vez para cima sua projeção para os preços administrados de 2015 e 2016. Para a autoridade monetária, esse conjunto de itens apresentará este ano elevação maior até do que a prevista pelo mercado financeiro. Pelos cálculos do colegiado, o avanço será de 17,7% este ano, e não mais de 16,9% como constava na edição de outubro. No documento de setembro, estava em 15,2% e no de julho, 14,8%. Para 2016, a diretoria prevê taxa de 5,9%, ante variação de 5,8% da ata de outubro. Na ata de setembro, a estimativa apresentada foi de 5,7% - também estava em 5,7% em julho. Estas previsões ajudaram a formar a base para que o colegiado mantivesse na semana passada a taxa básica de juros (Selic) em 14,25% ao ano, ainda que o placar tenha sido de 6 a 2 - com os membros dissidentes votando por uma alta da taxa para 14,75%. Na ata passada, as expectativas do BC para esse conjunto de itens estava maior do que as do mercado. Desde então, porém, as previsões do Relatório de Mercado Focus subiram sem parar e já estão mais altas atualmente do que a da ata de outubro. No boletim Focus da última segunda-feira, a mediana das projeções para os preços administrados estava em 17,50% para este ano e em 7,08% para o próximo. A ata desta quinta revela que, para estimar a elevação desses itens, o BC considerou uma alta de 52,3% da tarifa de energia elétrica este ano - na edição anterior, a previsão era de 51,7%. A diretoria também levou em conta a hipótese de elevação de 17,6% do preço da gasolina (antes estava em 15%) e de alta de 21,7% do preço do botijão de gás, substituindo a taxa de 19,9%. O BC não apresenta mais as previsões para as tarifas de telefonia fixa. IPCA 2015 O BC informou que sua expectativa para a inflação de 2015 subiu no cenário de referência e segue acima do centro da meta de 4,5%. No caso do cenário de mercado, a projeção da autoridade monetária para este ano também aumentou e continua ainda acima do centro da meta. No Relatório Trimestral de Inflação (RTI) de setembro, o BC informou que sua previsão para o IPCA deste ano estava em 9,5% no cenário de referência e no de mercado. Nesse mesmo documento, a autoridade monetária admitiu que a chance de estouro da meta era de 99%. Ainda este mês, a autoridade monetária divulgará um novo RTI com suas novas previsões para a inflação e a atividade. No Relatório de Mercado Focus da última segunda-feira, a mediana das estimativas dos economistas do setor privado era de que a inflação oficial do País encerrasse este ano em 10,38% ante taxa de 9,85% prevista às vésperas da divulgação da ata anterior. Como o porcentual está muito acima do permitido pelo sistema de metas de inflação, que prevê um teto de 6,50%, é certeza que o presidente do BC, Alexandre Tombini, terá de escrever uma carta ao ministro da Fazenda justificando a não entrega da tarefa a também apresentando sua estratégia para que isso não ocorra no futuro. Para isso, terá de fornecer ainda prazos para que a nova ação da instituição comece a apresentar efeito.

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