Diário da Região

30/08/2016 - 00h00min

COMÉRCIO VAREJISTA

Crise fez estrago até mesmo entre os produtos essenciais

COMÉRCIO VAREJISTA

Hamilton Pavam/16/3/2015 Comércio tem horário especial nesta sexta-feira e no sábado
Comércio tem horário especial nesta sexta-feira e no sábado

A crise fez um estrago no setor do comércio varejista de Rio Preto e região. O primeiro semestre de 2016 foi de queda acentuada nas vendas. Nem mesmo o que se considera de consumo essencial, como supermercado, foi blindado contra a recessão. Em 2015 (junho-maio), a retração nos supermercados foi de 2,2%. Em 2016 (mesmo período) foi de 3,8%.

Nas vendas gerais, o acumulado do ano registrou retração de 4,8% das aquisições de produtos pelos consumidores. Já no Estado de São Paulo, as vendas caíram 6,4%. Os dados se referem ao volume de vendas do varejo ampliado, que inclui automóveis e material de construção.

Das 17 regiões administrativas levantadas pela pesquisa AC Varejo, da Associação Comercial de São Paulo (ACSP), apenas Marília fechou com saldo positivo no acumulado dos seis primeiros meses do ano. O aumento foi de 1,3%. Todas as demais fecharam no negativo e o segundo melhor desempenho foi o da região de Araçatuba, com -0,3%. Na contramão, os piores resultados ficaram com Osasco (-12,7%) e o Alto Tietê (-8,3%).

Já quando comparado junho deste ano com junho do ano passado, nenhuma região do Estado registrou aumento. A região de Rio Preto ficou com -8,6%, percentual menor se comparado com a queda do Estado que cravou em -10,5%. Vale do Paraíba (-4,7%) e Jundiaí (-4,9%) apresentaram as menores retrações. Os piores resultados foram nas regiões de Osasco (-16,8%) e do Litoral (-14,7%).

“Os dados do primeiro semestre do ano continuam a refletir a aguda crise que atinge o varejo paulista, relativamente mais intensa do que no resto do Brasil, devido ao enfraquecimento da indústria. Contudo, o arrefecimento das quedas dos volumes vendidos pode indicar que começa a ter uma modesta recuperação, porém ainda no campo negativo”, analisa Alencar Burti, presidente da ACSP e da Federação das Associações Comerciais do Estado de São Paulo (Facesp)

Ulisses Ruiz de Gamboa, economista da Associação Comercial do Estado de São Paulo, diz que, apesar dos resultados negativos, aparentemente há sinais de arrefecimento das quedas no varejo. “Vemos que está ruim, mas vemos também que há uma menor queda das vendas. Nossa projeção é que daqui até o final do ano o setor melhore, mas ainda vai fechar 2016 com vendas inferiores a 2015”, afirma.

Ele explica que essa projeção leva em conta a necessidade do consumidor. “A crise do varejo se explica pelas quedas da renda, do crédito e do emprego. O consumidor está com a confiança reduzida e com menos disposição para comprar”, diz.

Esperança no impeachment

Em junho, quando comparado a maio, houve contração no volume de vendas em seis dos nove segmentos analisados no varejo na região de Rio Preto, sendo que as mais acentuadas foram de lojas autopeças e acessórios (-14,5%) e de móveis e decoração (-11,8%).

Quem mostrou recuperação foi o segmento de vestuário, tecidos e calçados, com crescimento de 10,4% nas vendas de junho ante maio. E concessionárias de veículos, com saldo positivo de 3,3%.

Segundo o presidente da Associação Comercial e Empresarial de Rio Preto (Acirp), Paulo Sader, os dados da AC Varejo mostram um acirramento da crise, que passou a ser política também nos últimos 12 meses. “O que esperamos é que, com a definição da situação política do País, tenhamos um horizonte mais claro para trabalhar”, diz.

A expectativa é de um segundo semestre “menos ruim”. “Temos grandes datas que são o Dia das Crianças e o Natal e ainda o Black Friday, em novembro, com grandes promoções, que aguçam o consumidor”, diz.

Ainda segundo ele, a queda no ritmo da desaceleração da economia e um respiro que se vê na indústria devem refletir sobre o comércio. “A safra da cana, da laranja, a criação de oportunidades de emprego nas datas comemorativas trazem renda extra para a população regional, que acaba também consumindo em Rio Preto.”

O diretor do Sincomércio, Orvásio Tancredi, é da mesma opinião. “Assim que terminar esse teatro político, que já se estende por mais de três meses, o governo terá de sinalizar quais serão suas medidas econômicas e, a partir daí, o investidor estrangeiro, o empresário e o consumidor estarão mais seguros tanto para investir, como para se programar e voltar a consumir”, diz.

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