Diário da Região

28/08/2016 - 00h00min

ECONOMIZEI, E AGORA?

Caderneta de poupança virou péssimo negócio, diz especialista

ECONOMIZEI, E AGORA?

Mara Sousa 25/8/2016 O empresário Ricardo Borsato deixava o dinheiro na poupança, mas decidiu procurar uma consultoria para dar um rumo às suas finanças. Ele diz que atualmente utiliza alternativas de investimento tão seguras quanto a caderneta, mas com retornos acima da inflação. “Ter um profissional especializado para orientar nas decisões e em como se proteger dos riscos é fundamental. O consultor está focado nas necessidades e objetivos para o qual foi contratado, sem vínculos com os bancos ou com as metas do mês”, afirma. Ainda segundo Borsato, outro ponto positivo é que eles criaram um orçamento para previsão de gastos e definiram um percentual de investimento mensal. “Apesar de ter o apoio de um consultor, procuro estar sempre informado sobre o mercado. Estou satisfeito com a mudança, mas é preciso ter muita disciplina e paciência”, conclui.
O empresário Ricardo Borsato deixava o dinheiro na poupança, mas decidiu procurar uma consultoria para dar um rumo às suas finanças. Ele diz que atualmente utiliza alternativas de investimento tão seguras quanto a caderneta, mas com retornos acima da inflação. “Ter um profissional especializado para orientar nas decisões e em como se proteger dos riscos é fundamental. O consultor está focado nas necessidades e objetivos para o qual foi contratado, sem vínculos com os bancos ou com as metas do mês”, afirma. Ainda segundo Borsato, outro ponto positivo é que eles criaram um orçamento para previsão de gastos e definiram um percentual de investimento mensal. “Apesar de ter o apoio de um consultor, procuro estar sempre informado sobre o mercado. Estou satisfeito com a mudança, mas é preciso ter muita disciplina e paciência”, conclui.

Em um cenário de inflação em alta, desvalorização do real e mercado financeiro de ponta-cabeça, o que fazer com aquele dinheirinho que conseguiu economizar? Poupança, ações, aplicações em renda fixa, ouro, dólar? Só de pensar em entender tudo isso já dá arrepio, mas dinheiro é algo que não leva desaforo para casa e, se não trabalhá-lo adequadamente, você perde poder de consumo.

Em 12 meses, o Índice de Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) acumula 8,74% de aumento. Significa dizer que a cada R$ 100 que você gastava para comprar determinados produtos em agosto de 2015, hoje são necessários R$ 108,74. Já para os rio-pretenses, conforme o Índice de Preços ao Consumidor (IPC-RP), a perda em 12 meses no poder de compra é de 6,255%.

Com tudo isso, deixar dinheiro parado na conta é quase um pecado, mas é preciso saber onde investir.

A queridíssima dos brasileiros, a caderneta de poupança, é considerada por especialistas como uma “péssima” opção. A aplicação fechou 2015 com R$ 656 bilhões investidos, sem dúvida reina no mercado, mas a rentabilidade, quando há, fica próxima de zero, é empatar o dinheiro. No acumulado dos últimos 12 meses, a alta é de 8,84%.

A facilidade, a praticidade, a falta de necessidade de conhecimento de como e onde aplicar, faz com que, passados 155 anos de seu lançamento, ela ainda seja a preferida por milhões de brasileiros.

“A poupança é o pior investimento de renda fixa que conhecemos”, diz o assessor financeiro, sócio da Mônaco Investimentos, Maikel Jacob. Ele diz que em 2015, a valorização foi de 8,15% enquanto a inflação chegou a 10,67%. Assim, o poupador perdeu 2,28% de seu poder aquisitivo.

O agente financeiro da Agia Investimentos, Filipe Marchesoni, diz que ela só é aconselhável em uma situação, que é deixar na caderneta um capital de emergência, que deve ser de três a seis vezes a despesa mensal de uma família. “Assim é aceitável”.

Já para o economista Leonardo Nascimento Menezes, que é o diretor executivo da Nash Consultoria, se a pessoa for ultraconservadora pode ser interessante. Mas alerta, como os outros, que pode representar perda de poder de consumo.

INVESTIMENTOS 28082016 Clique na imagem para ampliar

Tipos

Outros investimentos que talvez você até não conheça, mas já deve ter ouvido falar são os CDBs e o Tesouro Direto.

O Certificado de Depósito Bancário (CDB) é o dinheiro que o cliente empresta ao banco e a remuneração desse dinheiro é negociada com a instituição financeira. Assim, varia de banco para banco. Segundo Jacob, bancos de porte médio pagam entre 105% e 115% do Certificado de Depósito Intermediário (DCI), que na quarta-feira, dia 24, estava em 14,03%. Bancos grandes, de 85% a 92% do CDI.

“O Tesouro Direto é uma plataforma do Tesouro Nacional, onde encontramos diversos títulos com prazos e remunerações diferentes. Investir nestes títulos é uma forma de financiar a dívida do País”, diz Filipe Marchesoni. Para ele, o melhor investimento entre os dois vai depender das taxas pagas pelo Tesouro Direto em relação às taxas dos CDBs.

O economista Leonardo Menezes diz que se o CDB estiver acima de 95% do CDI, ambos os investimentos são interessantes. “O Tesouro Direto precisa ter um cadastro em uma corretora de investimentos ou de bancos. Um ponto em comum, é que ambos pagam Imposto de Renda de 22,5% a 15% dependendo do tempo investido”.

Já segundo o analista Jacob, a escolha depende do perfil e das expectativas do investidor, mas ele considera ambos bons. “O Tesouro Direto tem várias modalidades e as modalidades que são pré-fixadas ou atreladas à inflação devem ser alvo apenas de investidores mais experientes por terem o mecanismo de remuneração e valorização mais sofisticados e podem causar confusão para o cliente acostumado com a simplicidade da poupança”, diz. Ele orienta ainda, que para esse investidor, o ideal são os CDBs e Letras Financeiras do Tesouro (LFT), que são mais simples de serem compreendidos.

DICAS Clique na imagem para ampliar

O sobe e desce dos investimentos

O mercado oferece uma infinidade de opções de investimentos. Para quem não está familiarizado, o aconselhável é que procure um profissional para fazer o dinheiro render mais. Como seguem diariamente o mercado, conseguem entender o “inexplicável”.

Só para se ter uma ideia das oscilações, o dólar, por exemplo, que é considerado um investimento de risco, teve um rendimento de 47,01% em 2015. Já, este ano, até julho, acumula perda de 17,05%. O ouro também foi interessantíssimo no ano passado, com alta acumulada de 33,63%, mas em 2016, sua rentabilidade é de apenas 3,54%, ou seja, abaixo da caderneta de poupança, que de janeiro a julho rendeu 4,69%.

A melhor aplicação em 2016 são de longe as ações da Bolsa de Valores. O Ibovespa acumula uma valorização de 32,20%. Contudo, fechou 2015 com queda de 13,31%.

Para o agente Marchesoni, em um momento de tantas incertezas econômicas e políticas, investir em ações é um bom negócio. “Tanto para os especuladores que se beneficiam da volatilidade, quanto para os Buy and Hold, que são as pessoas que adquirem ações em valores atrativos e não vendem, são os acumuladores de patrimônio.”

É a mesma opinião de Mikel Jacob. “É um bom momento para investir em ações. Estamos no mesmo nível de preços de oito anos atrás, fora toda a correção da inflação do período. Mas é recomendado apenas para os investidores mais experientes e com estratégias defensivas, que tenham operações estruturadas, que os protejam de oscilações inesperadas”, afirma.

Esse conhecimento do mercado de ações também é reforçado pelo economista Menezes. Ele diz que o momento é “excelente”, mas para quem sabe lidar com a bolsa.

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