Diário da Região

20/04/2015 - 13h54min

Ajustes

Medidas fiscais também focam o mercado de trabalho

Ajustes

Marcelo Camargo/Agência Brasil Desde que assumiu o Ministério da Fazenda, Levy reajustou tributos que haviam sofrido desonerações (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)
Desde que assumiu o Ministério da Fazenda, Levy reajustou tributos que haviam sofrido desonerações (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)

O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, ressaltou que o ajuste fiscal que foi enviado para o Congresso tem também algumas medidas estruturais que são importantes para o Brasil e incluem discussões sobre o mercado de trabalho. "O que enviamos não é apenas para aumentar receitas, ou cortar gastos, mas também para melhorar o mercado de trabalho", disse ele em um evento nesta segunda-feira, 20, em Nova York.

"Podemos melhorar o foco do gasto público? Sim, isso é um dos motivos porque estamos mudando os benefícios previdenciários", ressaltou o ministro. Levy afirmou ainda que o objetivo do governo é levar o nível nominal de gasto público para o patamar de 2013, ressaltando que o ano passado não foi um ano bom para as despesas públicas. "É preciso melhorar cada vez mais quais as métricas que temos para medir os gastos e quais são os resultados finais deles", disse o ministro. "Assim, as pessoas podem avaliar como o dinheiro público é gasto."

O ministro citou ainda que tem havido importante transferência de renda no Brasil nos últimos anos para as classes mais baixas. Questionado no evento sobre as manifestações populares contra o governo, Levy afirmou que o Brasil tem liberdade de expressão e a imprensa é livre para escrever. "Isso é muito saudável e bom, que se tenha um sistema democrático. O que as pessoas realmente querem é um governo melhor, não necessariamente um maior gasto."

"Uma coisa boa sobre o Brasil é que há muito transparência nessas discussões. Você sabe o que está acontecendo no governo, os números." Levy citou que houve transferências efetivas de renda para as classes de menor renda.

Inflação

Levy avaliou também que o Banco Central precisa seguir vigilante e conduzindo ajustes para que a inflação caia e a expectativa seja ancorada em 4,5%. O Banco Central vem reiterando o objetivo de levar a inflação para o centro da meta no final de 2016. "O BC tem de continuar vigilante e especialmente tem de passar por ajustes, de forma que as expectativas sejam ancoradas", disse.

"A inflação é ruim para a população pobre, negócios e crescimento." Ele mencionou que a inflação passada, nos últimos meses, contou com importante realinhamento dos preços da energia. "O importante é olhar para a inflação à frente." Ao ser questionado sobre afirmações do BC a respeito da administração do câmbio, Levy brincou: "Se o BC disse, é melhor concordar".

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Diário da Região

Esperamos que você tenha aproveitado as matérias gratuitas!
Você atingiu o limite de reportagens neste mês.

Continue muito bem informado, seja nosso assinante e tenha acesso ilimitado a todo conteúdo produzido pelo Diário da Região

Assinatura Digital por apenas R$ 1,00*

Nos três primeiros meses. Após o período R$ 16,90
Diário da Região
Continue lendo nosso conteúdo gratuitamente Preencha os campos abaixo para
ganhar + 3 matérias!
Tenha acesso ilimitado para todos os produtos do Diário da Região
Diário da Região Digital
por apenas R$ 1,00*
*Nos três primeiros meses. Após o período R$ 16,90

Já é Assinante?

LOGAR
Faça Seu Login
Informe o e-mail e senha para acessar o Diário da Região.
Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para acessar o Diário da Região.