Diário da Região

06/09/2017 - 16h56min

São Paulo

Juros fecham em baixa, com IPCA, TLP, apostas para Copom e denúncia contra Lula

São Paulo

Os juros futuros fecharam em queda firme ao longo de toda a curva nesta quarta-feira, 6, com forte giro de contratos negociados, especialmente nos vencimentos de curto prazo, trecho mais sensível às expectativas para a política monetária nos próximos meses. Logo mais, o Comitê de Política Monetária (Copom) anuncia sua decisão sobre a Selic. Ao final da sessão regular, boa parte das taxas estava nas mínimas do dia, ou perto. A taxa do contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) para outubro de 2017 (482.625 contratos), a que mais reflete as apostas para o Copom desta quarta, fechou em 8,198%, de 8,262% no ajuste anterior; e a do DI para janeiro de 2018 (264.065 contratos) caiu de 7,740% para 7,660%. A taxa do DI para janeiro de 2019 (492.650 contratos) terminou na mínima de 7,62%, de 7,79% no ajuste anterior. O principal vetor a conduzir os negócios com juros nesta quarta foi o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de agosto, de 0,19%, abaixo da previsão mais otimista coletada pelo Projeções Broadcast, de 0,22%, que derrubou as taxas de curto e médio prazos. O resultado não somente consolidou a aposta de que o Copom vai reduzir a taxa básica em 1 ponto porcentual nesta quarta, apagando por completo a aposta de corte de 0,75 ponto que ainda aparecia na curva nos últimos dias, como também ampliou o otimismo sobre a próxima decisão. A depender do comunicado do Copom, profissionais da área de renda fixa não descartam a chance de o Copom manter o ritmo de afrouxamento. Os contratos mais longos recuaram influenciados pelo noticiário político e reagindo também à aprovação da Medida Provisória (MP) 77, que cria a Taxa de Longo Prazo (TLP), na terça no Senado. A taxa do DI para janeiro de 2021 (205.495 contratos) caiu de 9,07% para 8,95% (mínima) e a do DI para janeiro de 2025 (57.115 contratos) encerrou na mínima de 9,89%, de 10,01%. Também na terça, o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a ex-presidente Dilma Rousseff afirmando que eles formaram uma organização criminosa quando foram presidentes da República com demais integrantes da cúpula dos governos petistas. A leitura do mercado é de que a denúncia enfraquece a possibilidade de uma candidatura de Lula à Presidência em 2018. Ainda sobre a eleição do ano que vem, o ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, disse esta tarde, ao deixar a cerimônia de posse do novo presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Marcelo Barbosa, não estar "considerando nenhuma possibilidade agora", quando perguntado sobre a possibilidade de candidatar-se. Afirmou ainda que a Fazenda deverá revisar a previsão de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) após os dados acima do esperado no segundo trimestre.

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