Diário da Região

09/07/2017 - 00h00min

NOVOS OLHARES

Crise política derruba cenário para a economia brasileira

NOVOS OLHARES

O Brasil que os economistas viam no começo do ano não é mais o mesmo. Uma comparação entre previsões para 2017 divulgadas por bancos e consultorias em janeiro e fevereiro e as perspectivas mais recentes mostra que os desdobramentos da crise política que se abateu sobre o governo desde o anúncio da delação do empresário Joesley Batista, da JBS, em maio, devem cobrar caro da já tímida recuperação do País.

No embalo da crise política, Itaú e Bradesco jogaram para baixo, no mês passado, suas expectativas para a economia. "A situação econômica mudou", diz Fábio Salles, economista do Itaú. "Não era otimismo em excesso. Quando prevíamos uma recuperação do País, sempre batíamos na tecla de que era importante fazer as reformas, as macro e as microeconômicas. O PIB teve aquela surpresa positiva no início do ano, com os resultados da agricultura, mas o nível de incerteza quanto ao rumo da economia levou a uma baixa das expectativas. Sem a garantia de que a reforma passe, o investidor deve ficar mais conservador", diz Salles.

Boa parte do cenário previsto pelos economistas no início do ano, de fato, se materializou: o dólar ficou estável, a inflação caiu e o Brasil caminha para uma Selic de um dígito. O que surpreendeu foi a dificuldade, até o momento, de aprovação da reforma da Previdência.

Paralisia

No início do ano, a previsão do mercado era de que a questão da Previdência estaria resolvida no terceiro trimestre. Julho chegou e o clima político deve paralisar o andamento da reforma no Congresso ou diluir muito a proposta original.

A análise é que como a crise política deve postergar a aprovação de uma reforma mais consistente para a Previdência, vai dificultar o ajuste fiscal, causando impacto na confiança de agentes econômicos, na retomada da economia, nos preços dos ativos e nas aplicações financeiras.

Silvia Matos, pesquisadora do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da FGV, disse que já havia uma pequena frustração de que a recuperação econômica não viria tão facilmente, mesmo antes da delação da JBS. As previsões do Ibre são de que o PIB do segundo trimestre seja negativo. "Todo mundo sabia que seria um ano difícil, mas a instabilidade surpreende."

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