Diário da Região

12/07/2017 - 11h19min

Rio

Mercado de trabalho explica estabilidade nas vendas em maio, diz gerente do IBGE

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O comércio varejista ainda tem um longo caminho a percorrer para recuperar as perdas acumuladas nos últimos dois anos. O cenário atual é de estabilidade. A avaliação foi feita por Isabella Nunes, gerente da Coordenação de Serviços e Comércio do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O volume vendido teve ligeiro recuo de 0,1% em maio ante abril, após uma expansão de 0,9% no mês anterior. As vendas ainda estão 10,1% abaixo do pico registrado em novembro de 2014. "A estabilidade do mercado de trabalho explica um pouco essa estabilidade também nas vendas do varejo em maio", opinou Isabella. No varejo ampliado, que inclui as atividades de veículos e material de construção, o volume vendido encolheu 0,7% em maio ante abril. As vendas estão 19,4% inferiores ao ponto mais alto já alcançado, registrado em outubro de 2012. Isabella avalia que a retomada do varejo passa pela recuperação do mercado de trabalho, uma vez que a taxa de desemprego ainda está em patamar muito elevado. Segundo ela, embora o arrefecimento da inflação ajude a renda real dos trabalhadores, a perda de benefícios decorrente da extinção de vagas com carteira assinada prejudica o poder aquisitivo das famílias. "Essa conjuntura de inflação mais controlada traz benefícios para a renda real. Porém, o consumo depende de outros fatores. A queda no número de postos de trabalho com carteira ainda é muito acentuada, o que traz perda para trabalhadores no que diz respeito a vale transporte, plano de saúde, auxílio alimentação", justificou a pesquisadora. O total de trabalhadores com carteira assinada recuou 1,4% no trimestre encerrado em maio ante o trimestre terminado em fevereiro, segundo os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua apurados pelo IBGE. A taxa de desemprego saiu de 13,2% no trimestre até fevereiro para 13,3% no trimestre até maio. "O que a média móvel das vendas no varejo mostra é que há estabilidade. Em 2017, o varejo se mantém estável num patamar abaixo do que ele vinha operando, mostrando que há um caminho a ser percorrido para voltar ao ponto máximo alcançado no passado", completou Isabella.

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