Diário da Região

20/09/2017 - 07h57min

Paris

OCDE pede que governos gastem mais para melhorar produtividade e façam reformas

Paris

Um impulso no crescimento econômico global terá fôlego curto, a menos que governos gastem mais em projetos para reforçar a produtividade e conduzam reformas que lidem com o legado da crise financeira, incluindo o problema das companhias "zumbis", aquelas que não geram receita suficiente para pagar suas dívidas. Este é o veredicto da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) em seu relatório trimestral desta quarta-feira, no qual a entidade sediada em Paris divulgou novas projeções. O documento é publicado no momento em que importantes bancos centrais preparam-se para retirar medidas de estímulos, o que dá aos políticos a responsabilidade de enfrentar problemas duradouros de investimento insuficiente, produtividade fraca e crescimento modesto nos salários, além dos altos níveis de desigualdade de renda. A OCDE afirmou que a economia global deve crescer 3,5% neste ano e 3,7% no próximo, acima dos 3,1% de 2016. Ela manteve suas projeções para os EUA, mas elevou as de França e Itália, embora continue a esperar que a Alemanha lidere a recuperação na zona do euro. Agora, a OCDE espera que a França cresça 1,7% neste ano e 1,6% no próximo, enquanto a Itália deve avançar 1,4% e 1,2%, respectivamente. "As forças contrárias na atividade com a recente valorização do euro devem ser modestas", afirmou. Bancos centrais têm gastado há nove anos para apoiar o crescimento na demanda, mas a OCDE agora deseja mudar o foco para políticas que impulsionem a oferta. "Nós queremos exortar os formuladores das políticas que façam reformas necessárias para garantir o crescimento na produtividade, para que ele seja mais robusto adiante", afirmou Catherline Mann, economista-chefe da OCDE que trabalhou no Federal Reserve (Fed, o banco central americano). O único corte significativo nas projeções ocorreu em relação à Índia, em reflexo ao impacto de um novo imposto sobre bens e serviços no país. A entidade espera que a economia indiana cresça 6,7% neste ano e 7,2% no seguinte. A OCDE, que assessora 35 governos, ressaltou que a mudança no foco dos bancos centrais não significa que o trabalho de impulsionar o crescimento esteja concluído. Em vez disso, a responsabilidade mudou para os políticos. Além do gasto em investimento e infraestrutura que impulsiona a produtividade no longo prazo, a OCDE disse que era hora de aprovar nova legislação para impulsionar o dinamismo, incluindo regras que tornariam mais simples o fechamento de empresas "zumbis". Fonte: Dow Jones Newswires.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha?
Não lembro a minha senha!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso