Diário da Região

22/09/2017 - 09h08min

São Paulo

Grupo japonês busca comprador para o laboratório nacional Multilab

São Paulo

O grupo japonês Takeda deve seguir um movimento já feito pela americana Pfizer no País e se desfazer de um laboratório nacional que comprou durante a época de pujança da economia. Em 2012, a Takeda adquiriu o laboratório Multilab, por R$ 500 milhões. Agora, com o ativo à venda, deve recuperar só um quinto do investimento, já que fontes estimam que a saída do negócio deverá se dar por R$ 100 milhões. O Estado apurou que a companhia deverá receber até hoje as propostas para a compra da empresa, produtora de medicamentos similares, que tentam se aproximar dos princípios ativos dos remédios de marca. Fontes afirmam que fundos de investimento e empresas nacionais têm interesse no negócio. Um dos problemas que reduziriam o valor do ativo, explicam fontes, é uma questão regulatória referente ao Multigrip, principal rótulo da Multilab. Além disso, a companhia estaria com lucro operacional negativo - por isso, os japoneses teriam pressa em se desfazer da fabricante o quanto antes. Caso a venda se concretize, a Takeda vai seguir os passos da Pfizer, que se desfez de sua fatia no laboratório nacional Teuto, por valor inferior ao originalmente investido. A Pfizer havia comprado 40% da companhia, em 2010, por R$ 400 milhões, mas teve dificuldades de relacionamento com os sócios locais. Além disso, tomou a decisão global de sair do segmento de medicamentos genéricos. Gigante Maior companhia farmacêutica do Japão, a Takeda entrou no Brasil em 2011 ao adquirir, por US$ 14 bilhões, a operação global da suíça Nycomed, que já tinha presença relevante no Brasil e era dona de marcas como Neosaldina. A aquisição da Multilab marcou a entrada do grupo japonês em produção de medicamentos no País. O Brasil era o principal alvo da expansão da japonesa em territórios emergentes, por causa do aumento no consumo de similares e genéricos. Apesar de ser mais resistente a crises, o cenário econômico afetou o setor de medicamentos, que sofreu uma desaceleração nas vendas. Procurada, a Takeda não quis comentar. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.
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