Diário da Região

21/04/2017 - 08h25min

Brasília

Política atrai atenções em leilão do terminal de trigo

Brasília

No leilão do terminal de trigo no porto do Rio de Janeiro, realizado ontem, na sede da Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq), o que gerava suspense não era quem seria o vencedor. Esse já era conhecido, porque só havia um concorrente: o consórcio Maravilha, formado por Bunge e M. Dias Branco. As atenções recaíram sobre a lista de autoridades que estariam presentes ao evento, mais especificamente se o ministro dos Transportes, Portos e Aviação Civil, Maurício Quintella, dividiria a cena com o novo secretário de Portos, Luiz Otávio Campos, cuja nomeação lhe havia sido empurrada goela abaixo na semana passada. Os dois não se falam. Ex-senador, alvo de uma das etapas da Lava Jato, Campos ganhou o posto de secretário, segundo fontes, num arranjo político feito pelo presidente Michel Temer para acalmar o senador Renan Calheiros (PMDBAL), que vinha atacando as propostas de reforma da Previdência e Trabalhista. Na batalha para angariar votos no Congresso Nacional, a nomeação também atendeu a pressões do senador Jáder Barbalho (PMDB-PA) e seu filho Hélder, atual ministro da Integração Nacional. Hélder, que comandou a área de portos no governo de Dilma Rousseff, não abriu mão do controle da área. Porém, o movimento colocou nos Transportes, uma pasta da cota do PR, um integrante do PMDB para administrar, supostamente com autonomia, uma área que lida com contratos milionários de arrendamentos nos portos. Por isso, Quintella vinha atuando nos bastidores para evitar a nomeação. O ministro, eleito deputado pelo PR de Alagoas, é adversário de Renan. Ausência Campos não apareceu no leilão do terminal e Quintella pode posar para fotos batendo o martelo. Mas o desconforto com a situação foi expressado por diversos técnicos da área. A avaliação é que, numa situação em que ministro e secretário não se sentam à mesma mesa, quem sai perdendo é o setor, que ficará com sua administração sujeita a disputas nos bastidores. Segundo interlocutores de Quintella ouvidos pela reportagem do Estado, a autonomia prometida a Campos terá seus limites. A ideia é que os seus atos serão submetidos a uma avaliação rigorosa da área jurídica. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Di´rio Im&ocute;veis

Di´rio Motors

Esqueci minha senha
Informe o e-mail utilizado por você para recuperar sua senha no Diário da Região.

Já sou assinante

Para continuar lendo esta matéria,
faça seu login de acesso:

É assinante mas ainda não possui senha?
Não lembro a minha senha!

Assine o Diário da Região Digital

Para continuar lendo, faça uma assinatura do Diário da Região e tenha acesso completo ao conteúdo.

Assine agora

Pacote Digital por apenas R$ 16,90 por mês.
OUTROS PACOTES


ou ligue para os telefones: (17) 2139 2010 / 2139 2020

Cadastro Grátis
Diário da Região
Clique no botão ao lado e agilize seu cadastro importando seus dados básicos do facebook
Sexo
Defina seus dados de acesso