Diário da Região

29/03/2017 - 00h00min

OPERAÇÃO CARNE FRACA

Anvisa interdita produtos de 3 frigoríficos

OPERAÇÃO CARNE FRACA

Malcolm Koo/Wikimedia/commons Hong Kong: moradores já podem voltar a comer carne brasileira
Hong Kong: moradores já podem voltar a comer carne brasileira

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) determinou a interdição cautelar, em todo o País, de todos os produtos elaborados por algumas unidades de três frigoríficos investigados pela Operação Carne Fraca da Polícia Federal. A interdição da Anvisa abrange os produtos do Transmeat Logística Transportes e Serviços (SIF 4644) em Balsa Nova (PR); do Souza Ramos (SIF 4040) em Colombo (PR); e Peccin Agro Industrial (SIF 2155) em Curitiba (PR) e (SIF 825) em Jaraguá do Sul (SC).

A decisão da Anvisa está publicada em resolução no Diário Oficial da União (DOU) e vale por 90 dias. Há duas semanas, logo depois da operação da PF, o Ministério da Agricultura fechou três unidades: Peccin em Curitiba (PR), Peccin em Jaraguá do Sul (SC) e a planta da BRF em Mineiros (GO). A lista cresceu para seis unidades, com o acréscimo de Souza Ramos em Colombo (PR), Laticínios SSPMA em Sapopema (PR) e Farinha de Carnes Castro em Telêmaco Borba (PR). Além desses, o Transmeat, de Balsa Nova (PR), é alvo de interdição parcial pela Agricultura, só de uma linha de produção de carnes temperadas.

Sobre as ações dos ministérios da Agricultura e da Justiça, o frigorífico Souza Ramos informou, por meio de sua assessoria de comunicação, que a unidade foi auditada há quatro meses e o ministério autorizou a venda dos produtos. "Temos laudo de todo o produto que é retirado da empresa, com quantidade normal de amido e por lei. O Souza Ramos trabalha com a legislação, fomos auditados há quatro meses pelo mesmo MAPA que nos deu autorização", informou.

Já a Transmeat relatou não ter sido informada sobre qual linha nem qual lote de produtos teriam de ser substituídos. A companhia recorreu à Justiça por meio de um mandado de segurança para poder reverter o recall determinado pelo Ministério da Justiça. A empresa Peccin mantém apenas um comunicado no site no qual nega as irregularidades.

Recall suspenso

O Ministério da Justiça informou nesta terça-feira, 28, por meio de nota, que suspendeu por 10 dias o recall de produtos das empresas Transmeat e Souza Ramos, "a fim de que comprovem a rastreabilidade de seus produtos, após atestado do responsável técnico das empresas de que não havia risco à saúde dos consumidores".

A pasta acrescenta que as investigações preliminares continuam no Departamento de Proteção e Defesa do Consumidor (DPDC). "O DPDC informa que os critérios do recall são técnicos, atendendo ao disposto no artigo 10 do CDC, para evitar risco à segurança dos consumidores", conclui a nota. O recall desses produtos havia sido anunciado na sexta-feira passada.

Retomadas

Após o anúncio na manhã desta terça-feira, 28, de que Hong Kong retomará as compras de proteína animal brasileira, o setor exportador de carne bovina no País pôde respirar aliviado. Juntamente com China, que retirou a suspensão imposta às carnes brasileiras no sábado, Hong Kong representou no ano passado 33,57% do faturamento com exportações e 35,43% do volume embarcado, conforme dados compilados pela Associação das Indústrias Exportadoras de Carne (Abiec).

Já os outros países que ainda mantêm o veto total às carnes brasileiras - incluindo suína e de frango -, que são 13 (Argélia, Jamaica, Trinidad e Tobago, Panamá, Catar, México, Bahamas, São Vicente e Granadinas, Granada, São Cristóvão e Nevis, Marrocos, Zimbábue e Santa Lúcia), não alcançam 2% do faturamento e 2% dos embarques de carne bovina brasileira. Ou seja, mesmo que mantenham o veto, devem influenciar pouco no volume e faturamento dos embarques a partir de agora.

 

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