Diário da Região

01/06/2017 - 11h38min

São Paulo

PMI industrial do Brasil sobe para 52 pontos em maio, revela Markit

São Paulo

O Índice de Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) do Brasil subiu para 52 pontos em maio comparativamente a abril, quando a variação tinha sido de 50,1 ponto. A constatação é da IHS Markit Brasil. A graduação da atividade industrial brasileira no mês passado, de acordo com a base de dados da Markit, atingiu seu nível mais elevado desde fevereiro de 2013. Além disso, diz o relatório da instituição, o crescimento foi evidente em todos os três grupos de mercado monitorados. Chama a atenção o volume de novos negócios, o maior subcomponente do PMI. Ele se expandiu ao ritmo mais rápido em cinquenta e dois meses. Segundo os entrevistados, a recuperação dos registros de pedidos refletiu o fortalecimento das condições de demanda. Tendo caído em abril, o volume de novos pedidos para exportação cresceu em maio. "Os entrevistados associaram esse fato principalmente a entradas mais fortes de novos negócios provenientes da Europa e da América do Sul", informa o relatório da Markit. De acordo com os técnicos da Markit, o crescimento de novos projetos incentivou os fabricantes no Brasil a comprarem quantidades maiores de insumos para uso no processo de produção. Os níveis de compra subiram modestamente, mas a um ritmo mais rápido em mais de três anos. O aumento da produção em maio foi o terceiro em três meses, após um período de contração que durou mais de dois anos. Os participantes da pesquisa indicaram que a conclusão dos pedidos em atraso e os níveis crescentes de novos trabalhos sustentaram o aumento da produção. "De fato, a quantidade de negócios pendentes diminuiu ainda mais, com o ritmo de redução permanecendo acentuado", afirma o relatório. Embora o nível de empregos tenha diminuído novamente em maio, a taxa de cortes de posições se atenuou atingindo o seu ponto mais lento na atual sequência de vinte e sete meses de redução. Os fabricantes continuaram a indicar aumentos nas cargas de custos, embora a taxa de inflação tenha se atenuado. As evidências ressaltaram preços mais altos pagos por matérias-primas, em grande parte vinculados ao enfraquecimento do real em relação ao dólar. Foram mencionados aumentos mais lentos nos custos de insumos em todos os três segmentos monitorados. Ao mesmo tempo, a inflação de preços cobrados no setor como um todo se acelerou, mas permaneceu branda apenas. "Os fabricantes indicaram uma redução de seus estoques de produtos acabados, o que, segundo relatos, se deveu ao cumprimento de pedidos utilizando as reservas de mercadorias. Os estoques de insumos também caíram em maio", diz a Markit. Por fim, as empresas esperam que investimentos, conquistas de novos clientes e reformas econômicas sustentem o crescimento da produção no próximo ano. Porém, o nível de sentimento positivo caiu, atingindo o seu ponto mais baixo até agora em 2017.

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