Diário da Região

30/05/2017 - 00h00min

OTIMISMO

Festas juninas são apostas do comércio para esquentar venda

OTIMISMO

Mara Sousa A empresária Carina Pozzobon Marques de Brito escolhe comidas típicas para fazer servir em um evento religioso que organiza
A empresária Carina Pozzobon Marques de Brito escolhe comidas típicas para fazer servir em um evento religioso que organiza

Os supermercadistas de Rio Preto estão otimistas com a chegada de junho e as festas desse mês. Eles esperam que a venda de produtos típicos cresça de até 40% em relação ao mesmo período do ano passado, conforme o estabelecimento. Na maioria deles, pipoca, milho, canjica, paçoca, fubá, doce de abóbora, amendoim, vinho e quentão ganham destaque, em barracas espalhadas pelas lojas. Por vezes, os lojistas apostam em distribuição gratuita de produtos como pipoca e quentão com objetivo de atrair compradores.

No JJ Supermercado o período junino traz otimismo. "Vamos aumentar as vendas desses produtos de festa junina. Eu creio que de 30% a 40% em relação ao ano passado", acredita o gerente Igor Sanches. Mais contido, Fernando Henrique, gerente do Porecatu do Jardim Santa Luzia, tem previsão menor. "A gente acredita que vai ter um crescimento de 8% (em relação ao ano passado). Acaba que vai junho e julho, a sobra de julho vende bem." Ele diz que o período vende bem milho, pipoca e canjica.

Alberto Antonio Lopes, gerente do Maranhão, diz que otimista os comerciantes sempre estão. "Nessa época as vendas aquecem de novo. Depende da economia, mas a expectativa (de crescimento) é em torno de 10%, 15%", fala. Segundo ele, geralmente saem os produtos típicos como paçoca, amendoim, pinga e gengibre. Sirlei Basilio, sub-gerente do Proença do Parque Estoril, diz que um aumento de 20% seria positivo. 

"Nós estamos apostando nisso. Vamos colocar pipoca, quentão, para ver se incentiva o consumidor a comprar. Produto de época procura mais", afirma. Segundo ele, o comprador está apostando mais em itens essenciais. "Está meio sem dinheiro." Ainda que em meio à crise, a procura por esses produtos típicos também deve subir em relação a outros meses do ano, prevê a Apas. A entidade estima que esse crescimento deve ser de 10% a 15% e considera que o aumento de 1% em relação ao ano anterior será positivo levando em consideração o cenário econômico e político, desemprego e queda na renda.

Gilson José Leal, sub-gerente do Trídico da Vila Esplanada, crê que as vendas possam aumentar 70% em relação a outros meses, mas não estima o que pode acontecer em relação ao ano passado justamente por causa da crise. Para ele, ao procurar um produto de festa junina, o consumidor acaba buscando mais produtos. "Tem vários itens que agregam, não só dessa parte. O consumidor quando vem para fazer suas comprar sempre lembra de alguma coisa que está faltando em casa. Tudo que é data comemorativa acaba reforçando o comércio."

Para a Apas, as vendas de junho e julho representam uma parcela significativa na comercialização anual dos produtos das indústrias de alimentos diretamente relacionadas a esse período festivo de meio de ano. Os supermercados não são os únicos beneficiados pelas festas juninas e julhinas. Lojas de doces também sentem melhora nas vendas. Vanessa Marins, sócia da Brasmar, estima crescimento de 25% em relação ao mesmo período de 2016. "A festa junina traz uma grande movimentação", diz.

Preços

A Apas lembra que é natural que os valores sofram variações em relação ao ano anterior. Ao longo dos últimos 12 meses, segundo a entidade, o preço do vinho cresceu 17,56% e do milho 11,37%, por exemplo. Vale a pena pesquisar, como está fazendo a empresária Carina Pozzobon Marques de Brito, que organiza um terço anual em sua chácara. "Todo ano a gente faz comidas típicas, decoração. Faz sopa de mandioca, cachorro quente, quentão, vinho quente e os bolos típicos, de milho e de fubá", afirma. Na tarde desta quarta-feira, 24, ela aproveitava para cotar preços dos ingredientes e da decoração da festa.

 

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