Diário da Região

23/02/2017 - 00h00min

POLÍTICA MONETÁRIA

Copom reduz a Selic para 12,25% ao ano

POLÍTICA MONETÁRIA

Elza Fiuza/ Agência Brasil Os diretores do BC decidiram reduzir a Selic pela 4ª vez seguida
Os diretores do BC decidiram reduzir a Selic pela 4ª vez seguida

O Banco Central reduziu nesta quarta-feira, 22, a taxa de juros básica da economia (Selic) em 0,75 ponto porcentual, para 12,25% ao ano. A decisão, largamente esperada pelo mercado financeiro, fez a taxa retornar ao patamar de dois anos atrás. A inflação controlada e a retomada gradual da atividade econômica foram citadas pelo BC na justificativa do corte, o quarto consecutivo.

Logo após o anúncio, Banco do Brasil, Itaú Unibanco e Bradesco anunciaram a redução das taxas cobradas ao consumidor. O economista Mauro Schneider, da MCM Consultores Associados, afirmou que, na prática, famílias e empresas já estão tendo acesso a taxas de juros um pouco mais baixas, na esteira das decisões recentes do BC. No entanto, segundo ele, um crédito ainda mais barato dependerá da queda do risco associado às operações.

"Isso vai evoluindo mais lentamente, em função do próprio andamento da economia", afirmou. "Será preciso haver uma melhora mais generalizada para que o tomador final também tenha juros mais baixos."

Pesquisa mostrava que, de 68 instituições, 67 esperavam redução de 0,75 ponto porcentual e apenas uma projetava corte de 1 ponto na Selic. No entanto, dentro do governo e mesmo entre economistas do setor privado, um corte maior vinha sendo defendido, em função das dificuldades para a aceleração da economia e, principalmente, da inflação mais acomodada.

Na última terça-feira, o presidente Michel Temer destacou o fato de a inflação em janeiro, de 0,38%, ser a menor da história para o mês e disse que a taxa sugere a possibilidade de um índice abaixo de 4,5% - o centro da meta de inflação perseguida pelo BC em 2017.

Apesar da pressão, o Comitê de Política Monetária (Copom) do BC optou por fixar a Selic em 12,25% ao ano. O colegiado afirmou, no comunicado emitido após a reunião, que "a recuperação da economia pode ser mais (ou menos) demorada e gradual do que a antecipada". Ao mesmo tempo, disse que "o comportamento da inflação permanece favorável". O BC destacou, também, o processo de queda da inflação "mais difundido" nos itens da área de serviços.

Renda fixa continua atraente

O corte na Selic em 0,75 ponto porcentual não minou a atratividade dos investimentos em renda fixa, segundo analistas. Mesmo com a trajetória de queda da taxa básica de juros, o recuo da inflação têm garantido um juro real alto nessas aplicações, como títulos públicos, títulos privados e fundos de renda fixa.

"Estamos com um juro real corrente por volta dos 7%, então o CDI está nos proporcionando um ganho melhor do que o que está explícito", afirma Michael Viriato, coordenador do laboratório de finanças do Insper. "Já para o longo prazo, como a aposentadoria, é importante que o investidor tenha um pedaço do seu portfólio referenciado à inflação para se proteger."

Segundo a Associação Nacional dos Executivos em Finanças (Anefac), os fundos de renda fixa só perdem para a poupança caso a taxa de administração supere 2,5% ao ano.

"A renda fixa ainda é muito vantajosa. Já quem quiser diversificar indo para a bolsa precisa pensar no longo prazo, pois são operações de risco e ainda há muitas incertezas", diz Miguel Ribeiro de Oliveira, diretor de Estudos Econômicos da Anefac.

Bancos cortam taxas de juros

O Banco do Brasil anunciou nesta noite de quarta-feira, 22, nova redução de juros, acompanhando o quarto corte seguido da Selic por parte do Comitê de Política Monetária (Copom).

Na pessoa física, por exemplo, a taxa mínima do cheque especial passa de 4,42% ao mês para 4,36% enquanto a máxima vai de 12,95% ao mês para 12,89%. No crédito imobiliário, as linhas contempladas pelo Sistema Financeiro da Habitação (SFH), a taxa mínima passa de 11,29% ao ano para 10,80% ao ano e a máxima de 11,49% para 11,00%.

Do lado das empresas, o BB reduziu os juros do cheque ouro empresarial de 8,47% ao mês para 8,43% a taxa mínima e de 13,64% ao mês para 13,60% a máxima. A linha giro rápido teve idênticos cortes.

No Bradesco, dentre as linhas de crédito que tiveram redução no caso dos indivíduos, a de empréstimo Pessoal teve sua taxa mínima cortada de 1,89% para 1,83% ao mês, e a máxima de 7,72% para 7,66% ao mês. A modalidade Credfácil Veículo, que tem como garantia o próprio bem, foi reduzida de 5,92% para 5,86% ao mês, no caso do juro máximo.

Itaú Unibanco anunciou nova redução de juros, na sequência de um novo corte da Selic por parte do Banco Central, anunciado nesta noite de quarta-feira, 22. O banco repassará, conforme nota à imprensa, o corte integral da taxa básica, de 0,75 ponto, para pessoas físicas e jurídicas.

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