Diário da Região

23/03/2017 - 00h00min

CARNE FRACA

Supermercados aumentam rigor com carnes

CARNE FRACA

Liza Mirella Renato Martins, Marcos Leandro Tozi e Marcos Rogetta durante evento da Apas em Rio Preto
Renato Martins, Marcos Leandro Tozi e Marcos Rogetta durante evento da Apas em Rio Preto

Os supermercados estão mais criteriosos na hora do recebimento das carnes nas lojas. A ação se deve aos desdobramentos da Operação Carne Fraca, que identificou uma série de irregularidades nos produtos vendidos por 21 frigoríficos brasileiros e que desmontou um esquema de funcionários do Ministério da Agricultura, que teriam recebido propina para liberar carne sem fiscalização. "Estamos dobrando os cuidados e aumentando a inspeção na hora do recebimento", afirmou Renato Martins, diretor de regionais e distritais da Associação Paulista de Supermercados (Apas).

Ontem à tarde, a Associação Brasileira de Supermercados (Abras) e suas associações, divulgaram uma nota sobre o assunto. O teor foi a reafirmação do posicionamento de confiança nas marcas e na qualidade dos produtos que leva à mesa dos consumidores e no sistema de segurança de alimentos brasileiro. "Esta posição vem reforçar o apoio aos trabalhos de investigação por parte dos órgãos reguladores e demais autoridades competentes", afirmou o comunicado.

A entidade reuniu representantes ontem, em Rio Preto, para lançar a Apas Show, feira do setor supermercadista que será realizada em São Paulo, entre os dias 2 e 5 de maio. Serão 600 expositores e mais de 60 palestrantes. O tema deste ano será Empoderamento e a expectativa é reunir mais de 70 mil pessoas nos dois dias.

Em relação ao comportamento do consumidor, o diretor da regional de Rio Preto, Marcos Rogetta, o que se observa nos últimos dias é a migração das marcas e ainda a opção pela carne fresca em detrimento da embalada. "Embora ainda sem números, temos visto também que os embutidos estão sendo deixados de lado."

Faturamento

No ano passado, o setor supermercadista no Estado de São Paulo registrou um faturamento 2,73% menor do que em 2015. Segundo Martins, a motivação para a retração foi a inflação elevada e o aumento do desemprego, que levaram à queda do rendimento dos consumidores. "Para este ano, a previsão é de crescimento entre 2% e 3%. Uma recuperação deve ocorrer mesmo no fim de 2018 ou 2019", afirmou.

Mas, um fator que deve ajudar a impulsionar o mercado já no primeiro semestre deste ano é a liberação dos recursos das contas inativas do FGTS. E, para o segundo, a manutenção das reduções da taxa Selic. "O setor supermercadista é o primeiro a sentir a queda do faturamento e o primeiro a retomar quando a economia cresce."

Em função do cenário econômico, o que acabou refletindo no faturamento do setor, o consumidor acabou trocando de marca ou mantendo a mesma e diminuído a quantidade de produto para não deixar de levar o que gosta. "A frequência com que o consumidor passou a ir ao supermercado aumentou, mas o tíquete é menor. Não existe mais a compra do mês", disse Martins. Ele comentou ainda que é possível observar um maior movimento nas lojas menores, como mercearias, em função da comodidade. "Esse é um canal que teve menor queda de faturamento pela proximidade com a casa".

 

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