Diário da Região

10/03/2017 - 12h37min

Rio

Queda nos preços de alimentos se sobrepôs ao efeito demanda fraca, diz IBGE

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O impacto da demanda fraca ainda está presente no arrefecimento da inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), mas foi abafado em fevereiro pelo impacto da redução nos preços dos alimentos, avaliou nesta sexta-feira, 10, o analista da Coordenação de Índices de Preços do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Fernando Gonçalves. "A safra está mais favorável. Saiu ontem (9) o Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (do IBGE), com (previsão de) aumento de mais de 20% (ante a safra 2016). Isso favorece a queda nos preços dos produtos. No caso de alimentação, é oferta maior mesmo, não demanda menor, porque as pessoas precisam se alimentar", afirmou. Os preços da alimentação no domicílio caíram 0,75% em fevereiro, enquanto o custo da alimentação fora de casa subiu 0,11%. "O que afetou o IPCA de fevereiro foi essa oferta enorme de grãos, afetou bastante, porque alimentação pesa quase um quarto do IPCA", confirmou Gonçalves. "Continua o efeito da demanda fraca, mas nesse mês agora a oferta de alimentos ajudou muito a conter o índice. Mesmo com essa alta de educação, a alimentação ajudou bastante a conter", completou. A principal pressão altista sobre a inflação do mês partiu de educação, com alta de 5,04%, mas ainda menos acentuada do que o registrado no mesmo período de anos anteriores. E 2016, o grupo tinha aumentado 5,90%; em 2015, 5,88%; em 2014, 5,97%. "Descontos estão sendo oferecidos para conseguir manter os alunos. Então os reajustes foram um pouco menores este ano", confirmou Gonçalves. Segundo o pesquisador, a demanda fraca também pode ser vista em fevereiro no item passagens aéreas, que teve queda de 12,29%. "Passagem aérea foi demanda mesmo", declarou. Serviços A inflação de bens e serviços monitorados arrefeceu de 0,80% em janeiro para 0,58% em fevereiro, dentro do IPCA. Ficaram mais baratos a gasolina (-0,21%), o ônibus interestadual (-0,05%) e o gás de botijão (-0,84%). Por outro lado, houve pressão do ônibus urbano (2,33%), ônibus intermunicipal (2,91%), plano de saúde (1,07%) e gás encanado (2,61%). A taxa acumulada em 12 meses pela inflação de monitorados, entretanto, voltou a subir, passando de 4,52% em janeiro para 4,72% em fevereiro.

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