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24/02/2017 - 00h00min

INFLAÇÃO

IGP-M de fevereiro fica praticamente estável

INFLAÇÃO

Guilherme Baffi/Arquivo A baixa dos preços das carnes bovinas e de aves foi destaque
A baixa dos preços das carnes bovinas e de aves foi destaque

O Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) registrou leve alta de 0,08% em fevereiro ante janeiro, divulgou nesta quinta-feira, 23, a Fundação Getulio Vargas (FGV) Essa é a menor taxa para o mês desde 2012, quando houve deflação de 0,06%. No mês passado, a taxa de variação havia sido de 0,64%.

Frequentemente utilizada pelo mercado como referência para reajuste de contratos de locação, a variação acumulada do IGP-M em 12 meses até fevereiro é de 5,38% e, no ano, o indicador acumula alta de 0,73%.

O resultado do IGP-M de fevereiro ficou dentro do intervalo das estimativas dos analistas do mercado financeiro consultados, que variava de queda de 0,05% e elevação de 0,15%, mas acima da mediana de 0,02%.

Entre os três indicadores que compõem o IGP-M, o IPA-M saiu de 0,70% em janeiro para deflação de 0,09% em fevereiro. Na mesma base de comparação, o IPC-M ficou em 0,39% após 0,64%. O INCC-M variou para 0,53%, de 0,29% no mês anterior.

Os preços dos produtos agropecuários no atacado medidos pelo IPA Agropecuário caíram 0,88% em fevereiro após registrarem queda de 1,99% em janeiro, informou a FGV. Dentro desse grupo, destacam-se o movimento dos itens bovinos (-1,00% para -2,79%) e aves (-3,73% para -7,05%).

Já os preços de produtos industriais mensurados pelo IPA Industrial aceleraram 0,20% ante elevação de 1,73% na leitura do mês anterior.

Os preços dos bens intermediários subiram 0,99% em fevereiro ante alta de 1,05% em janeiro. Já a variação dos bens finais foi negativa em 0,61% após avanço de 0,18% na mesma base de comparação. Os preços das matérias-primas brutas caíram 0,64% ante alta de 0,91% também no mesmo intervalo de tempo.

O indicador referente a Bens Finais também teve declínio em fevereiro, de 0,61%, após inflação de 0,18% em janeiro. Segundo a FGV, contribuiu mais para este recuo o subgrupo alimentos processados, cuja taxa de variação passou de 0,39% para -1,62%.

O grupo Bens Intermediários desacelerou entre janeiro e fevereiro, de 1,05% para 0,99%. A FGV destacou como principal responsável por este movimento o subgrupo combustíveis e lubrificantes para a produção, cuja taxa de variação passou de 5,70% para 1,65%.

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