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29/01/2017 - 00h00min

ALÍVIO IMEDIATO

Juros menores atraem mais rio-pretenses ao penhor de joias

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A necessidade de dinheiro rápido, seja para sair do vermelho ou dar conta das despesas do mês, fez crescer a procura pelo penhor em Rio Preto. E, mais do que isso, essa modalidade tem como grandes atrativos a rapidez na liberação e juros bem menores do que outros tipos de financiamento. “Houve uma retração no mercado de crédito como um todo, mas no penhor não ocorreu em função da facilidade do produto”, explicou Fernando Tadeu da Costa Passos, superintendente regional da Caixa Econômica Federal em Rio Preto.

O crescimento da procura pelo penhor foi de 10,3% entre janeiro e outubro do ano passado e o mesmo período de 2015. Esse é o dado mais recente disponibilizado pela Caixa. O volume negociado passou de R$ 97,88 milhões para R$ 108,05 milhões. Ao mesmo tempo, o número de contratos aumentou 4%, indo de 66.765 para 69.436. O professor de economia e finanças José Mauro da Silva explica que as razões para o crescimento da modalidade se devem ao endividamento pré-crise, em função de emergências familiares e pela redução da renda atual. 

 

Arte - Penhor - 29012017 Clique na imagem para ampliar

“Mesmo com restrições no nome, o consumidor consegue o empréstimo pela garantia do bem e não precisa de fiador.” O penhor, realizado exclusivamente pela Caixa, é uma linha de crédito para pessoas físicas, que podem usar o dinheiro para qualquer necessidade. São aceitas joias feitas em ouro, prata, platina, diamantes, pérolas, além de canetas, relógios e pratarias de valor. O interessado leva o bem à agência, que disponibiliza um avaliador especializado no assunto. “Entre outras questões para definir o valor, ele vê a autenticidade do bem”, afirma Passos.

E, se aceitar a proposta, o cliente já sai com dinheiro na hora. A taxa de juros é de 2,10% ao mês, menor que outras modalidades, o que é o grande atrativo da modalidade. Para se ter uma ideia, de acordo com a Associação Nacional dos Executivos de Finanças, Administração e Contabilidade (Anefac), a taxa de juros do empréstimo pessoal em bancos estava em 4,58% ao mês, em dezembro. Em financeiras, a taxa era 8,29%. Já se o consumidor deixar de pagar o cartão de crédito, enfrenta juros de 15,33%.

Para conseguir o empréstimo, é preciso levar documentos como identidade, Cadastro Pessoa Física (CPF) e comprovante de endereço. Em Rio Preto, duas agências fazem a operação, uma na rua Marechal Deodoro da Fonseca, outra na avenida Bady Bassitt. Na região, ainda é possível penhorar em Catanduva, Barretos e Bebedouro.

Segundo o banco, para novos clientes – que não precisam ser correntistas do banco -, o valor liberado poderá chegar até 85% do valor da garantia. Já para clientes que recebem o salário na Caixa, o valor liberado pode atingir 100% do valor da garantia. Depois de quitado o contrato, o cliente recebe o bem de volta, mas se não pagar, corre o risco de perdê-lo em leilões.

O contrato pode ser feito em parcela única, com vencimento em até 180 dias, com renovação quantas vezes necessárias, ou de forma parcelada, com até 60 meses para pagar. De acordo com Passos, a média dos contratos é de valor baixo, em torno de R$ 2 mil. “A inadimplência também é baixa, em torno de 1% e o número de leilões de joias não sofreu aumento”.

Cuidado

O economista lembra que a avaliação da peça é feita de acordo com o peso do metal e não em função de valor sentimental ou mesmo de design. Além disso, o consumidor precisa pagar os juros do empréstimo e retirar o bem no vencimento ou renová-lo, sob o risco de perder a joia em leilão. “É uma excelente opção para quem precisa de um crédito emergencial, mas deve-se ter em conta que há um contrato que deve ser cumprido pelas partes”, disse Silva.

 

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